INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma paciente multigesta de 40 anos, cardiopata, com idade gestacional de 39 semanas, está na maternidade, em trabalho de parto ativo, sendo assistida pela obstetra. Durante a evolução do parto, a paciente começa a demonstrar exaustão e ausência de forças para a finalização do expulsivo. A obstetra, então, decide aplicar um fórceps de alívio após a analgesia.Para a realização desse procedimento, é necessário constatar a
Fórceps de alívio → indicação de concepto vivo e apresentação fetal adequada.
A aplicação de fórceps é um procedimento operatório que visa auxiliar o parto vaginal em situações específicas. É crucial que o feto esteja vivo e que haja condições obstétricas favoráveis, como dilatação completa e apresentação fetal em plano adequado, para garantir a segurança materno-fetal.
O fórceps de alívio é um procedimento obstétrico que faz parte do arsenal para auxiliar o parto vaginal em situações específicas. Embora sua frequência tenha diminuído com o aumento das cesarianas, seu domínio é crucial para o obstetra, especialmente em cenários de exaustão materna, sofrimento fetal ou condições maternas que exijam a abreviação do período expulsivo. A decisão de usar o fórceps deve ser baseada em uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios para a mãe e o feto. Para a aplicação segura do fórceps, uma série de pré-requisitos deve ser atendida. Estes incluem dilatação cervical completa (10 cm), membranas amnióticas rotas, bexiga vazia, analgesia adequada, e uma apresentação fetal em plano adequado (geralmente +2 de DeLee ou mais). A identificação da posição fetal é fundamental para a escolha do tipo de fórceps e para a correta aplicação. A falha em atender a esses critérios aumenta significativamente o risco de complicações maternas (lacerações, hemorragia) e fetais (trauma, lesões neurológicas). A presença de concepto vivo é uma condição sine qua non para a aplicação do fórceps, pois o objetivo primário do procedimento é o nascimento de um bebê saudável. Em casos de óbito fetal, a extração pode ser realizada por outras vias, mas o fórceps não é a ferramenta indicada. O manejo pós-parto deve incluir a avaliação de possíveis traumas maternos e fetais, além do acompanhamento da recuperação da paciente.
As principais indicações incluem exaustão materna, sofrimento fetal agudo, doenças maternas que contraindiquem o esforço expulsivo prolongado e necessidade de encurtar o período expulsivo.
É fundamental que o colo esteja totalmente dilatado, as membranas rotas, a apresentação fetal engajada no canal de parto (pelo menos em plano +2 de DeLee), a bexiga vazia e, crucialmente, a presença de concepto vivo.
O fórceps é um procedimento que visa auxiliar o nascimento de um feto vivo, minimizando riscos para mãe e bebê. Em caso de óbito fetal, outras abordagens são consideradas.
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