MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um paciente de 58 anos, com histórico de cirrose hepática avançada, apresenta-se ao ambulatório com queixa de aumento do volume abdominal (ascite) e edema depressível em ambos os membros inferiores. Os exames laboratoriais confirmam uma redução severa na síntese de albumina sérica (hipoalbuminemia), enquanto a função cardíaca e a permeabilidade vascular estão preservadas. Com base na fisiopatologia das forças de Starling, qual é o mecanismo primordial responsável pelo deslocamento de fluido para o compartimento intersticial neste cenário?
Sempre que encontrar edema generalizado (anasarca), verifique os três pilares: o coração (bomba), o rim (excreção/perda) e o fígado (produção).
O movimento de fluidos entre os capilares e o espaço intersticial é regido pelas Forças de Starling, que equilibram as pressões hidrostática e osmótica coloidal. Na cirrose hepática avançada, a arquitetura do fígado é substituída por fibrose, comprometendo severamente a função sintética do órgão, incluindo a produção de albumina. A albumina é a principal proteína responsável pela pressão osmótica coloidal do plasma. Quando seus níveis caem (hipoalbuminemia), a força que retém o líquido no compartimento intravascular enfraquece. Consequentemente, a pressão hidrostática capilar, mesmo que normal, torna-se dominante, forçando a saída de água e solutos para o interstício, manifestando-se como edema periférico e ascite. Além da hipoalbuminemia, outros fatores como a hipertensão portal e a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona contribuem para a retenção hídrica na cirrose. Contudo, a redução da pressão oncótica permanece como um pilar fisiopatológico central para o entendimento das complicações edematosas em pacientes hepatopatas.
Pela combinação da baixa pressão oncótica (falta de albumina) com o aumento da pressão hidrostática na veia porta (hipertensão portal).
É um transudato, pois possui baixo conteúdo proteico, já que o problema é justamente a falta de proteínas no plasma.
Sim. Na síndrome nefrótica, o rim perde albumina na urina, reduzindo a pressão oncótica plasmática da mesma forma.
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