SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Assinale a alternativa que indica a principal estrutura que limita posteriormente o forame de Wislow.
Limite posterior do Forame de Winslow = Veia Cava Inferior (VCI).
O forame de Winslow é a comunicação natural entre a grande cavidade e a bolsa omental; seu limite posterior é a veia cava inferior.
O forame epiploico, classicamente conhecido como forame de Winslow, é uma abertura anatômica que permite a comunicação entre o saco maior e o saco menor (bolsa omental) da cavidade peritoneal. Localiza-se posteriormente ao bordo livre do omento menor. Compreender sua anatomia é vital para a cirurgia do andar superior do abdome. O limite posterior, formado pela veia cava inferior, é uma estrutura retroperitoneal de grande calibre, o que torna o forame um espaço cirúrgico exíguo e de alto risco em caso de manipulação inadvertida. O conhecimento preciso desses limites auxilia na identificação de estruturas durante colecistectomias difíceis, gastrectomias e no manejo do trauma hepático.
O forame de Winslow (ou epiploico) possui quatro limites anatômicos bem definidos: Anteriormente, é limitado pelo ligamento hepatoduodenal, que contém a tríade portal (veia porta, artéria hepática própria e ducto colédoco). Posteriormente, encontra-se a veia cava inferior (VCI) e o pilar direito do diafragma. Superiormente, o limite é o lobo caudado do fígado. Inferiormente, é limitado pela primeira porção (superior) do duodeno e pela artéria hepática comum.
O forame de Winslow é o ponto de entrada para a bolsa omental (pequena cavidade peritoneal). Clinicamente, ele é utilizado na Manobra de Pringle, onde o cirurgião insere o dedo através do forame para pinçar o ligamento hepatoduodenal, controlando temporariamente o fluxo sanguíneo para o fígado em casos de hemorragia traumática ou durante ressecções hepáticas. Além disso, pode ser local de hérnias internas raras.
A Manobra de Pringle consiste no clampeamento do ligamento hepatoduodenal para interromper o fluxo da artéria hepática e da veia porta. O cirurgião utiliza o forame de Winslow como plano de clivagem posterior para passar um dreno ou pinça vascular ao redor da tríade portal. Se o sangramento hepático persistir após a manobra, deve-se suspeitar de lesão na veia cava inferior ou nas veias hepáticas, que estão fora do controle do ligamento.
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