FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
O Forame Oval Patente (FOP) é a cardiopatia congênita mais comum de origem fetal, sendo presente em aproximadamente 15 a 35% da população adulta. NÃO podemos apenas aceitar que:
FOP tem associação com SAHOS, ortodeóxia-platipnéia, descompressão e embolização sistêmica/coronária.
O Forame Oval Patente (FOP) é uma condição comum que, embora frequentemente assintomática, tem sido associada a diversas patologias. É incorreto afirmar que não há associação com a Síndrome de Apneia/Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS), pois estudos sugerem uma relação.
O Forame Oval Patente (FOP) é uma persistência da comunicação entre os átrios direito e esquerdo que não se fecha completamente após o nascimento, presente em 15-35% da população adulta. Embora seja uma variante anatômica comum e frequentemente assintomática, sua importância clínica tem sido cada vez mais reconhecida devido à sua associação com diversas condições patológicas. A fisiopatologia do FOP envolve a possibilidade de um shunt da direita para a esquerda, especialmente em situações de aumento da pressão no átrio direito (como tosse, manobra de Valsalva, apneia do sono). Este shunt permite a passagem de substâncias ou êmbolos da circulação venosa diretamente para a arterial, sem a filtração pulmonar. O diagnóstico é feito por ecocardiograma transtorácico com bolhas ou transesofágico. As principais associações incluem acidente vascular cerebral criptogênico (por embolia paradoxal), síndrome de descompressão em mergulhadores, síndrome de ortodeóxia-platipnéia e enxaqueca com aura. Mais recentemente, estudos têm explorado a relação entre FOP e a Síndrome de Apneia/Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS), sugerindo que o FOP pode influenciar a gravidade da hipoxemia ou o risco cardiovascular em pacientes com SAHOS. Portanto, é incorreto negar essa associação.
O FOP está associado a diversas patologias, como acidente vascular cerebral criptogênico, síndrome de descompressão em mergulhadores, síndrome de ortodeóxia-platipnéia, enxaqueca com aura e, mais recentemente, síndrome de apneia/hipopneia obstrutiva do sono (SAHOS).
Em pacientes com FOP, um shunt da direita para a esquerda pode permitir a passagem de êmbolos venosos (formados, por exemplo, em membros inferiores) diretamente para a circulação arterial sistêmica ou coronária, sem passar pela filtração pulmonar, causando eventos isquêmicos.
Embora o mecanismo exato ainda esteja em estudo, a presença de FOP pode agravar a hipoxemia intermitente da SAHOS ou estar associada a um risco aumentado de eventos cardiovasculares em pacientes com SAHOS, possivelmente por mecanismos relacionados ao shunt.
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