Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020
Um paciente de 25 anos de idade foi ao pronto-socorro com queixa de febre há três dias, mialgia, cefaleia retro-orbital e petéquias. Ao concluir o exame físico, o médico detectou dois sinais de alarme presentes no paciente. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a doença a ser o diagnóstico principal e os dois exemplos de sinais de alarme para a doença.
Dengue com febre, mialgia, cefaleia retro-orbital e petéquias → atenção aos sinais de alarme como sangramento de mucosa e ↑ hematócrito.
A dengue é uma arbovirose comum com um espectro clínico variado. A presença de febre, mialgia, cefaleia retro-orbital e petéquias é sugestiva. É crucial identificar sinais de alarme, como sangramento de mucosas e aumento progressivo do hematócrito, que indicam maior risco de progressão para formas graves.
A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, de etiologia viral e transmitida por mosquitos Aedes aegypti. É um problema de saúde pública global, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. A doença apresenta um espectro clínico que varia desde formas assintomáticas ou leves até quadros graves com choque e hemorragias. A identificação precoce dos sinais de alarme é fundamental para a estratificação de risco e o manejo adequado dos pacientes. Sinais como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia, hipotensão postural e aumento progressivo do hematócrito indicam extravasamento plasmático e risco de choque. Residentes e estudantes devem dominar a classificação da dengue (com ou sem sinais de alarme, grave) e o fluxograma de manejo. A hidratação venosa é a pedra angular do tratamento para pacientes com sinais de alarme, visando repor o volume intravascular e prevenir o choque. O monitoramento contínuo dos sinais vitais, débito urinário e hematócrito é crucial.
A dengue clássica geralmente se manifesta com febre alta de início súbito, cefaleia intensa (muitas vezes retro-orbital), mialgia, artralgia, prostração, exantema e, por vezes, petéquias.
O aumento progressivo do hematócrito indica extravasamento plasmático, um dos principais mecanismos da dengue grave. Isso significa que o volume intravascular está diminuindo, podendo levar a choque hipovolêmico se não tratado.
Ao identificar sinais de alarme, o paciente deve ser hospitalizado para monitoramento rigoroso, hidratação venosa agressiva e acompanhamento de exames laboratoriais, como hemograma e hematócrito, para prevenir a progressão para choque.
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