Blefarite Estafilocócica: Diagnóstico e Agente Etiológico

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 30 anos, do sexo masculino, foi atendido na emergência, com queixa de prurido nos olhos e lacrimejamento havia dois dias. No exame físico, apresentava hiperemia conjuntival, com as pálpebras edemaciadas e bordas ulceradas e crostosas, conforme a imagem apresentada a seguir.Considerando-se a principal hipótese diagnóstica, qual é o agente etiológico mais comum?

Alternativas

  1. A) Adenovírus.
  2. B) Herpes simples.
  3. C) Staphylococcus aureus.
  4. D) Chlamydia trachomatis.

Pérola Clínica

Pálpebras edemaciadas, bordas ulceradas e crostosas + hiperemia conjuntival → Blefarite estafilocócica = Staphylococcus aureus.

Resumo-Chave

O quadro clínico de prurido, lacrimejamento, hiperemia conjuntival e, principalmente, pálpebras edemaciadas com bordas ulceradas e crostosas é altamente sugestivo de blefarite estafilocócica, sendo o Staphylococcus aureus o agente etiológico mais comum.

Contexto Educacional

A blefarite é uma inflamação crônica das pálpebras, comum e frequentemente recorrente. Ela pode ser classificada em anterior (afetando a base dos cílios e folículos) ou posterior (afetando as glândulas de Meibômio). A blefarite anterior é frequentemente associada a infecções bacterianas, sendo a estafilocócica a mais comum, ou a condições seborreicas. A blefarite estafilocócica é causada principalmente pelo Staphylococcus aureus e se manifesta com sintomas como prurido, queimação, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e fotofobia. Ao exame, observa-se hiperemia e edema das pálpebras, com crostas secas e duras na base dos cílios. A remoção dessas crostas pode revelar pequenas úlceras nas bordas palpebrais, um achado distintivo. O diagnóstico é clínico, baseado nos achados do exame físico. O tratamento visa controlar a inflamação e a infecção bacteriana. Inclui higiene palpebral diária com compressas mornas e limpeza das bordas das pálpebras com soluções específicas ou xampu neutro diluído. Antibióticos tópicos (pomadas ou colírios) como eritromicina, bacitracina ou azitromicina podem ser prescritos para erradicar a bactéria e reduzir a inflamação. Em casos mais graves ou refratários, antibióticos orais podem ser considerados.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da blefarite estafilocócica?

Os sintomas clássicos incluem prurido ocular, lacrimejamento, sensação de corpo estranho, hiperemia conjuntival, pálpebras edemaciadas e, caracteristicamente, bordas palpebrais ulceradas e crostosas.

Como diferenciar a blefarite estafilocócica de outras causas de conjuntivite?

A blefarite estafilocócica se distingue pela inflamação e alterações nas bordas palpebrais (úlceras, crostas), enquanto conjuntivites virais ou alérgicas tendem a ter menos envolvimento palpebral direto e mais secreção ou prurido difuso.

Qual o tratamento inicial para blefarite estafilocócica?

O tratamento inicial envolve higiene palpebral rigorosa com compressas mornas e limpeza das crostas, além de antibióticos tópicos (pomadas ou colírios) como eritromicina ou bacitracina, conforme a gravidade.

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