Fogachos Pós-Câncer de Mama: Opções de Tratamento Não Hormonal

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024

Enunciado

Uma paciente de 38 anos tem menopausa induzida por quimioterapia por câncer de mama e apresenta fogachos ao longo do dia. Ela acabou de completar a terapia endócrina com tamoxifeno e está livre da doença há cinco anos. Está saudável, exceto por problemas de retenção urinária.Quanto às opções mais adequadas de tratamento dos fogachos para este caso em específico, considere as afirmativas a seguir.I. Anti-hipertensivos como clonidina.II. Terapia hormonal com estradiol, pois é mais eficaz, e ela está livre da doença há cinco anos.III. Medicamentos antimuscarínicos como a oxibutinina.IV. Inibidores da recaptação de serotonina e norepinefrina em baixas doses, como venlafaxina.Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Pérola Clínica

Fogachos pós-câncer de mama → Evitar TH. Opções: Clonidina, ISRSN (venlafaxina), gabapentina.

Resumo-Chave

Pacientes com histórico de câncer de mama, especialmente hormônio-sensível, têm contraindicação à terapia hormonal com estrogênio devido ao risco de recorrência. Para fogachos, opções não hormonais como clonidina e inibidores da recaptação de serotonina e norepinefrina (ISRSN) como a venlafaxina são as mais indicadas. Antimuscarínicos como a oxibutinina podem piorar a retenção urinária.

Contexto Educacional

O manejo dos fogachos em mulheres com histórico de câncer de mama é um desafio clínico significativo. A menopausa induzida por quimioterapia ou terapia endócrina frequentemente leva a sintomas vasomotores intensos, mas a terapia hormonal com estrogênio é geralmente contraindicada devido ao risco de recorrência do câncer, especialmente em tumores hormônio-sensíveis. As opções de tratamento devem focar em abordagens não hormonais. A clonidina, um alfa-agonista, e os inibidores da recaptação de serotonina e norepinefrina (ISRSN), como a venlafaxina em baixas doses, são eficazes na redução da frequência e intensidade dos fogachos. Outras opções incluem gabapentina e inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), que também podem ser considerados. É crucial considerar as comorbidades da paciente ao escolher o tratamento. No caso de retenção urinária, medicamentos antimuscarínicos como a oxibutinina devem ser evitados, pois podem agravar o problema. A escolha do tratamento deve ser individualizada, ponderando eficácia, perfil de efeitos colaterais e segurança oncológica para otimizar o bem-estar da paciente.

Perguntas Frequentes

Por que a terapia hormonal é contraindicada em pacientes com histórico de câncer de mama?

A maioria dos cânceres de mama é hormônio-sensível, e a terapia hormonal com estrogênio pode estimular o crescimento de células tumorais residuais, aumentando o risco de recorrência da doença.

Quais são as opções não hormonais eficazes para fogachos?

Anti-hipertensivos como a clonidina, inibidores da recaptação de serotonina e norepinefrina (ISRSN) como a venlafaxina, e gabapentina são opções eficazes e seguras para o controle dos fogachos.

Qual a relação entre oxibutinina e retenção urinária?

A oxibutinina é um antimuscarínico usado para bexiga hiperativa, mas pode causar ou piorar a retenção urinária como efeito colateral, sendo contraindicada em pacientes com esse problema preexistente.

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