IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024
Paciente de 53 anos em tratamento para câncer de mama, apresenta fogachos intensos com graves repercussões na sua qualidade de vida. Sendo assim, o tratamento mais indicado para essa paciente seria o uso de:
Fogachos em câncer de mama → ISRS/ISRN (ex: Venlafaxina, Paroxetina) são 1ª linha, pois TH é contraindicada.
Pacientes com câncer de mama, especialmente aqueles em tratamento com tamoxifeno ou inibidores de aromatase, frequentemente experimentam fogachos intensos. A terapia hormonal (estrogênio e/ou progesterona) é contraindicada devido ao risco de recorrência ou progressão da doença. Nesses casos, os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou de serotonina e noradrenalina (ISRN) são a primeira linha de tratamento, demonstrando eficácia na redução da frequência e intensidade dos fogachos.
Os fogachos, ou ondas de calor, são sintomas vasomotores comuns que afetam a qualidade de vida de muitas mulheres na menopausa. Em pacientes com câncer de mama, a incidência e a intensidade dos fogachos podem ser ainda maiores, especialmente devido a tratamentos como quimioterapia, tamoxifeno ou inibidores de aromatase, que induzem uma menopausa precoce ou exacerbam os sintomas. O manejo desses sintomas é crucial para o bem-estar da paciente, mas deve considerar as particularidades oncológicas. A fisiopatologia dos fogachos envolve disfunção do centro termorregulador hipotalâmico, que se torna mais sensível a pequenas variações de temperatura corporal. Em pacientes com câncer de mama, a terapia hormonal (TH) é formalmente contraindicada devido ao risco de recorrência da doença, especialmente em tumores hormônio-sensíveis. Portanto, a busca por alternativas não hormonais é essencial. Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRN) são a primeira linha de tratamento, com destaque para a venlafaxina e a paroxetina, que demonstraram eficácia na redução dos fogachos. Ao prescrever ISRS/ISRN, é importante considerar interações medicamentosas, como a paroxetina que pode inibir o CYP2D6, afetando o metabolismo do tamoxifeno. Outras opções não hormonais incluem gabapentina e clonidina, embora com menor eficácia ou perfil de efeitos colaterais. O tratamento deve ser individualizado, visando o alívio sintomático e a melhoria da qualidade de vida da paciente, sempre em consonância com o tratamento oncológico e as contraindicações específicas.
A terapia hormonal (com estrogênio e/ou progesterona) é contraindicada em pacientes com câncer de mama devido ao risco de estimular o crescimento de células tumorais residuais ou a recorrência da doença, especialmente em tumores hormônio-sensíveis. A segurança oncológica é a prioridade.
Os tratamentos de primeira linha para fogachos em pacientes com câncer de mama são os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou de serotonina e noradrenalina (ISRN). Fármacos como venlafaxina, paroxetina e citalopram têm demonstrado eficácia na redução dos sintomas vasomotores.
Os ISRS/ISRN atuam no sistema nervoso central, modulando a termorregulação. Acredita-se que eles aumentem os níveis de serotonina e/ou noradrenalina no cérebro, o que ajuda a estabilizar o centro termorregulador hipotalâmico, reduzindo a frequência e intensidade dos episódios de fogachos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo