UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
TGBB, 54 anos, G2P2, menopausa há 7 anos, sem uso da terapia hormonal com estrogênios ou progestagênios, apresenta fluxo papilar uniductal, unilateral na mama esquerda, de aspecto sanguinolento, em pequena quantidade, com sinal do gatilho positivo localizado na posição equivalente a 2 horas periareolar, sem nódulos palpáveis. Nega doenças crônicas e antecedentes familiares de câncer. A mamografia revelou mamas densas e a ultrassonografia revelou alguns microcistos esparsos em ambas as mamas. Nesse caso,
Fluxo papilar sanguinolento unilateral uniductal é mais frequentemente benigno (papiloma intraductal), mas exige investigação para excluir malignidade.
Embora o fluxo papilar sanguinolento unilateral e uniductal seja um sinal de alerta, a causa mais provável é uma lesão benigna como o papiloma intraductal. A investigação deve ser completa, mas a ausência de nódulos palpáveis e exames de imagem normais reforçam a benignidade, sem descartar a necessidade de biópsia.
O fluxo papilar é uma queixa comum em ginecologia e mastologia, e sua investigação é crucial para diferenciar causas benignas de malignas. Um fluxo papilar sanguinolento, especialmente se for unilateral e uniductal, é um sinal de alerta que exige atenção, embora a maioria dos casos seja de etiologia benigna. A idade da paciente, a presença de nódulos palpáveis e o aspecto do fluido são fatores importantes na avaliação. No caso descrito, a paciente apresenta fluxo papilar uniductal, unilateral e sanguinolento, com sinal do gatilho positivo, mas sem nódulos palpáveis e com exames de imagem (mamografia e ultrassonografia) sem achados suspeitos de malignidade. Essas características, em conjunto, tornam o papiloma intraductal a causa mais provável, que é uma lesão benigna. Carcinomas de mama podem causar fluxo sanguinolento, mas são menos frequentes como causa isolada sem outros achados de imagem ou massa palpável. A investigação deve prosseguir, e a citologia do fluido papilar, embora de baixa sensibilidade, pode ser realizada. No entanto, o tratamento definitivo e diagnóstico preciso para lesões intraductais que causam fluxo sanguinolento é frequentemente a ductectomia (excisão do ducto afetado). A dosagem de prolactina plasmática seria indicada para fluxo papilar bilateral e leitoso, não para o caso descrito. Residentes devem estar aptos a diferenciar os tipos de fluxo e a conduzir a investigação de forma racional.
Características que aumentam a suspeita de malignidade incluem fluxo papilar espontâneo, unilateral, uniductal, sanguinolento ou serossanguinolento, associado a massa palpável, e ocorrendo em mulheres mais velhas ou com fatores de risco para câncer de mama.
A causa mais comum de fluxo papilar sanguinolento unilateral e uniductal é o papiloma intraductal, uma lesão benigna que se desenvolve nos ductos mamários. Embora benigno, sua presença exige investigação para excluir outras causas, incluindo malignidade.
A investigação de um fluxo papilar suspeito geralmente inclui história clínica detalhada, exame físico da mama, mamografia (para mulheres >30-40 anos), ultrassonografia mamária direcionada à área do fluxo, e, em muitos casos, galactografia ou ressonância magnética. A citologia do fluido papilar tem baixa sensibilidade, mas a biópsia excisional do ducto afetado (ductectomia) é frequentemente o padrão ouro para diagnóstico definitivo.
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