UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Paciente de 51 anos de idade, está procurando atendimento médico especializado devido ao aparecimento súbito e espontâneo de fluxo papilar apenas em mama direita, de coloração cristalina e caracterizado como uniductal ao exame físico. Nega comorbidades, traumas ou uso de medicações. Não sabe antecedentes familiares pois é filha adotiva. Diante do quadro, a conduta adequada é:
Fluxo papilar espontâneo, uniductal, cristalino/sanguinolento → sempre investigar com imagem (mamografia + USG) para excluir malignidade.
Um fluxo papilar espontâneo, uniductal e cristalino é altamente suspeito para patologia intraductal, incluindo papiloma ou carcinoma. A investigação inicial mandatória inclui exames de imagem como mamografia e ultrassonografia para localizar a lesão e guiar a conduta subsequente.
O fluxo papilar é uma queixa comum na mastologia, e sua investigação é crucial para diferenciar condições benignas de malignas. Um fluxo papilar é considerado patológico quando é espontâneo, persistente, uniductal, unilateral e de coloração sanguinolenta, serossanguinolenta, serosa (cristalina) ou aquosa. A paciente do caso apresenta um fluxo com características de patologia (espontâneo, uniductal, cristalino, unilateral), o que aumenta a suspeita de lesões intraductais. A fisiopatologia do fluxo papilar patológico geralmente envolve proliferação epitelial intraductal, como papilomas intraductais (a causa mais comum) ou, em menor proporção, carcinomas ductais in situ ou invasivos. A idade da paciente (51 anos) também é um fator de risco para malignidade. A conduta adequada para um fluxo papilar patológico é a investigação por imagem. A mamografia é fundamental para rastrear lesões e a ultrassonografia da mama e da região retroareolar é essencial para identificar lesões intraductais ou dilatações ductais que podem estar associadas ao fluxo. A citologia do fluxo papilar tem valor limitado devido à baixa sensibilidade. A ductografia, embora útil para mapear o sistema ductal, é um procedimento invasivo e desconfortável, e sua indicação é mais restrita atualmente, sendo muitas vezes substituída por ressonância magnética ou ductoscopia. A exérese cirúrgica (microductectomia) é o tratamento definitivo após a localização da lesão, mas não deve ser a conduta inicial sem a devida investigação por imagem.
Fluxo papilar patológico é geralmente espontâneo, persistente, uniductal, unilateral e de coloração sanguinolenta, serossanguinolenta, serosa (cristalina) ou aquosa.
Esses exames de imagem são essenciais para identificar a presença de lesões intraductais ou parenquimatosas subjacentes, como papilomas ou carcinomas, que podem ser a causa do fluxo, e para guiar biópsias ou excisões.
A citologia do fluxo papilar tem baixa sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de malignidade, sendo geralmente considerada um exame complementar e não substitui a investigação por imagem e, se necessário, biópsia.
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