ENARE/ENAMED — Prova 2021
Paciente masculino, 60 anos, foi admitido na urgência com quadro de taquiarritmia de início recente, sintomática. Foi realizado o eletrocardiograma na admissão, que é apresentado em seguida. Analisando o eletrocardiograma e as alternativas a seguir, qual é o ritmo predominante mais provável que se apresenta?
Taquiarritmia regular com ondas F em "dente de serra" em DII, DIII, aVF → Flutter atrial.
O flutter atrial é uma taquiarritmia supraventricular caracterizada por uma atividade atrial organizada e rápida, geralmente entre 250-350 bpm, com condução AV variável, resultando em ondas F típicas no ECG, que são mais evidentes nas derivações inferiores.
O flutter atrial é uma taquiarritmia supraventricular comum, caracterizada por um circuito de reentrada no átrio direito, geralmente envolvendo o istmo cavo-tricúspide. Sua prevalência aumenta com a idade e com a presença de doenças cardíacas estruturais, como valvopatias e cardiomiopatias, sendo um importante fator de risco para eventos tromboembólicos. O diagnóstico é feito pelo eletrocardiograma, que revela as ondas F em "dente de serra" nas derivações inferiores, com frequência atrial rápida e condução atrioventricular variável, resultando em um ritmo ventricular que pode ser regular ou irregular. É crucial diferenciar do flutter atrial atípico e de outras taquiarritmias supraventriculares para um manejo adequado. O tratamento visa o controle da frequência cardíaca, o controle do ritmo (cardioversão elétrica ou farmacológica) e a prevenção de eventos tromboembólicos com anticoagulação. A ablação por cateter do istmo cavo-tricúspide é uma opção terapêutica curativa com altas taxas de sucesso para o flutter atrial típico.
O flutter atrial é caracterizado por ondas F em "dente de serra" (sawtooth pattern) nas derivações inferiores (DII, DIII, aVF), com frequência atrial de 250-350 bpm e condução AV variável, geralmente 2:1 ou 4:1.
A conduta inicial para flutter atrial sintomático pode incluir cardioversão elétrica sincronizada ou farmacológica para restaurar o ritmo sinusal, além de controle da frequência cardíaca e anticoagulação.
O flutter atrial apresenta ondas F em serra, enquanto a taquicardia supraventricular de reentrada tipicamente tem QRS estreito e ondas P não visíveis ou retrógradas, sem o padrão de serra.
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