SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Uma paciente de 19 anos evoluiu com um quadro ansioso-depressivo, nos últimos dois anos, período durante o qual desenvolveu compulsão alimentar com ganho de 20 kg. Por conta disso, isolou-se socialmente, por vergonha da estética corporal. Qual das medicações abaixo seria mais adequada para este caso?
Fluoxetina é ISRS de escolha para depressão/ansiedade com compulsão alimentar e ganho de peso.
A Fluoxetina, um Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina (ISRS), é frequentemente a primeira escolha para transtornos depressivos e ansiosos associados à compulsão alimentar e ganho de peso, pois pode ter um efeito anorexígeno e auxiliar na redução da compulsão.
O transtorno ansioso-depressivo, frequentemente comórbido com transtornos alimentares como a compulsão alimentar, representa um desafio terapêutico complexo. A compulsão alimentar, caracterizada por episódios recorrentes de ingestão de grandes quantidades de alimentos em um curto período, acompanhada de sensação de perda de controle, pode levar a um ganho de peso significativo e impactar negativamente a autoestima e a vida social do paciente. A escolha do tratamento farmacológico deve considerar não apenas os sintomas de ansiedade e depressão, mas também o padrão alimentar e o peso corporal. Nesse contexto, os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) são frequentemente a primeira linha de tratamento. A Fluoxetina destaca-se entre os ISRS por seu perfil farmacológico. Além de ser eficaz no tratamento da depressão e ansiedade, a Fluoxetina tem um efeito anorexígeno em alguns pacientes, o que pode ser benéfico para aqueles que sofrem de compulsão alimentar e ganho de peso. Ela é, inclusive, a única medicação aprovada pelo FDA para o tratamento da bulimia nervosa e tem evidências de eficácia no transtorno de compulsão alimentar. Outras medicações como Imipramina e Amitriptilina (antidepressivos tricíclicos) e Mirtazapina são conhecidas por causar ganho de peso, o que seria contraproducente neste caso. A Paroxetina, outro ISRS, também está mais associada ao ganho de peso do que a Fluoxetina. Portanto, a Fluoxetina emerge como a opção mais adequada, auxiliando tanto nos sintomas psiquiátricos quanto na questão da compulsão alimentar e do peso, contribuindo para uma melhora global da qualidade de vida do paciente e da adesão ao tratamento.
A Fluoxetina, um ISRS, é vantajosa por seu perfil de efeitos colaterais, que inclui potencial para perda de peso ou neutralidade no peso, além de ser eficaz na redução da compulsão alimentar e dos sintomas de ansiedade e depressão.
Outros ISRS como Sertralina e Citalopram podem ser usados, mas a Fluoxetina tem evidências mais robustas para bulimia nervosa e transtorno de compulsão alimentar. Bupropiona pode ser útil em alguns casos, mas é contraindicada em bulimia/anorexia devido ao risco de convulsões.
Os efeitos colaterais comuns da Fluoxetina incluem náuseas, insônia, nervosismo, diarreia e disfunção sexual. Geralmente são transitórios e tendem a diminuir com o tempo.
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