UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
A fluidoterapia mantém o volume e a composição normais dos fluidos corporais e, se necessário, corrige quaisquer anormalidades existentes. Em crianças, a anormalidade mais comum que requer fluidoterapia é a hipovolemia ou desidratação, geralmente relacionada a vômitos e diarreia por gastroenterite; Sobre as terapias de reposição e manutenção volêmica, marque a alternativa CORRETA:
Hipovolemia grave em crianças → correção emergencial com cristaloides isotônicos para restaurar volume intravascular.
A fluidoterapia em pediatria segue etapas bem definidas, sendo a primeira a correção emergencial da hipovolemia grave para estabilizar o paciente e prevenir lesões orgânicas. É crucial usar soluções isotônicas, como o soro fisiológico 0,9%, para evitar alterações eletrolíticas e osmóticas.
A fluidoterapia em pediatria é um pilar fundamental no manejo de diversas condições, sendo a hipovolemia e a desidratação as mais comuns, frequentemente decorrentes de gastroenterites com vômitos e diarreia. O objetivo é manter o volume e a composição normais dos fluidos corporais, corrigindo anormalidades existentes. A compreensão das etapas e tipos de soluções é essencial para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência. A fisiopatologia da desidratação em crianças envolve a perda de água e eletrólitos, levando à redução do volume intravascular e, em casos graves, ao choque hipovolêmico. O diagnóstico baseia-se na história clínica (vômitos, diarreia, ingestão reduzida) e no exame físico (sinais de desidratação como turgor cutâneo diminuído, olhos encovados, fontanela deprimida, tempo de enchimento capilar prolongado, taquicardia e hipotensão em casos avançados). A suspeita de hipovolemia grave exige intervenção imediata. O tratamento da hipovolemia pediátrica é dividido em fases. A primeira etapa é a reposição emergencial, focada na restauração rápida do volume intravascular em casos de hipovolemia moderada a grave ou choque, utilizando bolus de 10-20 mL/kg de solução cristaloide isotônica (ex: soro fisiológico 0,9%) em 15-20 minutos. A segunda etapa visa corrigir o déficit total de fluidos e eletrólitos ao longo de 24-48 horas, além de repor perdas contínuas. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, mas atrasos podem levar a complicações graves e óbito.
A fluidoterapia de reposição em crianças geralmente envolve duas etapas: a primeira é a correção emergencial da hipovolemia grave para restaurar o volume intravascular, e a segunda é a reposição de perdas contínuas e déficits de fluidos e eletrólitos.
A solução cristaloide de escolha para a reposição volêmica inicial em hipovolemia grave pediátrica é a isotônica, como o soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato. Soluções hipotônicas são contraindicadas nesta fase.
A correção rápida da hipovolemia em crianças é crucial para restaurar a perfusão tecidual e evitar danos orgânicos, como insuficiência renal aguda e lesão cerebral, que podem ocorrer devido à hipoperfusão prolongada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo