Choque Séptico Pediátrico: Fluidoterapia e Monitorização

Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2021

Enunciado

Sobre a fluidoterapia em paciente com choque séptico, admitido na UTI Pediátrica, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas

  1. A) É importante a avaliação do volume diastólico final e da variação da pressão de pulso.
  2. B) A avaliação da PAM invasiva, da frequência cardíaca, peso e presença de edema são importantes para avaliar a resposta à fluidoterapia.
  3. C) Na avaliação da resposta à fluidoterapia é importante a monitoração do índice cardíaco.
  4. D) A hipervolemia e o balanço fluídico acumulado devem ser evitados em pacientes críticos internados em UTI.

Pérola Clínica

No choque séptico pediátrico, evite hipervolemia; avalie resposta a fluidos com parâmetros dinâmicos (VPP, IC) e sinais de perfusão, não peso agudo.

Resumo-Chave

A fluidoterapia no choque séptico pediátrico deve ser cautelosa e guiada por parâmetros de responsividade a fluidos, como variação da pressão de pulso e índice cardíaco. O peso é usado para cálculo de doses e balanço hídrico, mas não é um indicador agudo da resposta à infusão de fluidos.

Contexto Educacional

O choque séptico pediátrico é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e manejo agressivo, sendo a fluidoterapia um pilar inicial. No entanto, a administração excessiva de fluidos (hipervolemia) tem sido associada a desfechos desfavoráveis, tornando a avaliação da responsividade a fluidos crucial. A abordagem atual enfatiza uma fluidoterapia guiada, com reavaliações frequentes. A avaliação da resposta à fluidoterapia deve ir além dos sinais vitais básicos. Parâmetros dinâmicos, como a variação da pressão de pulso (VPP) e a variação do volume sistólico (VVS), são mais preditivos de responsividade do que parâmetros estáticos. A monitorização do índice cardíaco, débito urinário, tempo de enchimento capilar e nível de lactato também são essenciais para guiar a terapia. É fundamental evitar o balanço hídrico positivo acumulado, que pode levar a edema pulmonar, disfunção renal e abdominal, e piorar o prognóstico. O peso do paciente é importante para o cálculo inicial das doses de fluidos e medicamentos, e para o monitoramento do balanço hídrico ao longo do tempo, mas não é um parâmetro agudo para avaliar a resposta imediata a um bolus de fluido.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais parâmetros para avaliar a responsividade à fluidoterapia em choque séptico pediátrico?

Parâmetros dinâmicos como a variação da pressão de pulso (VPP), variação do volume sistólico (VVS) e índice cardíaco são cruciais, além de sinais clínicos de perfusão como tempo de enchimento capilar e diurese.

Por que a hipervolemia deve ser evitada no choque séptico pediátrico?

A hipervolemia e o balanço hídrico positivo acumulado estão associados a piores desfechos, como disfunção orgânica, edema pulmonar e abdominal, e aumento da mortalidade em pacientes críticos.

Qual o papel da monitorização invasiva da pressão arterial no manejo do choque séptico?

A monitorização invasiva da pressão arterial (PAM invasiva) fornece valores precisos e contínuos da pressão, permitindo uma avaliação mais acurada da resposta a intervenções e detecção precoce de instabilidade hemodinâmica.

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