Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2021
Sobre a fluidoterapia em paciente com choque séptico, admitido na UTI Pediátrica, assinale a alternativa incorreta.
No choque séptico pediátrico, evite hipervolemia; avalie resposta a fluidos com parâmetros dinâmicos (VPP, IC) e sinais de perfusão, não peso agudo.
A fluidoterapia no choque séptico pediátrico deve ser cautelosa e guiada por parâmetros de responsividade a fluidos, como variação da pressão de pulso e índice cardíaco. O peso é usado para cálculo de doses e balanço hídrico, mas não é um indicador agudo da resposta à infusão de fluidos.
O choque séptico pediátrico é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e manejo agressivo, sendo a fluidoterapia um pilar inicial. No entanto, a administração excessiva de fluidos (hipervolemia) tem sido associada a desfechos desfavoráveis, tornando a avaliação da responsividade a fluidos crucial. A abordagem atual enfatiza uma fluidoterapia guiada, com reavaliações frequentes. A avaliação da resposta à fluidoterapia deve ir além dos sinais vitais básicos. Parâmetros dinâmicos, como a variação da pressão de pulso (VPP) e a variação do volume sistólico (VVS), são mais preditivos de responsividade do que parâmetros estáticos. A monitorização do índice cardíaco, débito urinário, tempo de enchimento capilar e nível de lactato também são essenciais para guiar a terapia. É fundamental evitar o balanço hídrico positivo acumulado, que pode levar a edema pulmonar, disfunção renal e abdominal, e piorar o prognóstico. O peso do paciente é importante para o cálculo inicial das doses de fluidos e medicamentos, e para o monitoramento do balanço hídrico ao longo do tempo, mas não é um parâmetro agudo para avaliar a resposta imediata a um bolus de fluido.
Parâmetros dinâmicos como a variação da pressão de pulso (VPP), variação do volume sistólico (VVS) e índice cardíaco são cruciais, além de sinais clínicos de perfusão como tempo de enchimento capilar e diurese.
A hipervolemia e o balanço hídrico positivo acumulado estão associados a piores desfechos, como disfunção orgânica, edema pulmonar e abdominal, e aumento da mortalidade em pacientes críticos.
A monitorização invasiva da pressão arterial (PAM invasiva) fornece valores precisos e contínuos da pressão, permitindo uma avaliação mais acurada da resposta a intervenções e detecção precoce de instabilidade hemodinâmica.
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