HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Sobre a responsividade a fluidos em pacientes sépticos é correto afirmar que.
Paciente fluido-responsivo ↑ volume sistólico com sobrecarga de volume; otimizar fluidos apenas se responsivo.
A fluido-responsividade é a capacidade do coração de aumentar seu volume sistólico em resposta a um aumento da pré-carga (infusão de fluidos). Identificar pacientes fluido-responsivos é crucial na sepse para evitar sobrecarga hídrica em não-respondedores, que pode piorar o prognóstico.
A avaliação da fluido-responsividade é um pilar fundamental no manejo de pacientes com sepse e choque séptico, visando otimizar a perfusão tecidual sem induzir sobrecarga hídrica. A sepse é uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, frequentemente levando a hipotensão e hipoperfusão. A ressuscitação volêmica inicial é crucial, mas a administração excessiva de fluidos em pacientes não responsivos pode ser prejudicial. A fisiopatologia da fluido-responsividade está ligada à Lei de Frank-Starling, que descreve a relação entre o volume diastólico final do ventrículo (pré-carga) e o volume sistólico. Pacientes fluido-responsivos estão na porção ascendente da curva de Frank-Starling, onde um aumento da pré-carga resulta em um aumento significativo do volume sistólico. O diagnóstico de fluido-responsividade é feito por meio de testes dinâmicos, como a elevação passiva das pernas (PLR) ou a variação da pressão de pulso (PPV) e do volume sistólico (SVV) em pacientes ventilados. O tratamento envolve a administração cautelosa de fluidos, guiada pela avaliação contínua da fluido-responsividade. Em pacientes responsivos, a infusão de fluidos pode melhorar o débito cardíaco e a perfusão. Em não responsivos, outras estratégias, como vasopressores, devem ser consideradas para evitar os riscos da sobrecarga hídrica, como edema pulmonar e disfunção renal. É importante notar que a avaliação da fluido-responsividade é aplicável e recomendada também em crianças.
A fluido-responsividade pode ser avaliada por testes dinâmicos como a elevação passiva das pernas ou a variação do volume sistólico/pressão de pulso durante a ventilação mecânica, que indicam um aumento do volume sistólico após a infusão de fluidos.
É crucial para evitar a sobrecarga hídrica em pacientes que não se beneficiarão de mais fluidos, o que pode levar a edema pulmonar, disfunção renal e aumento da mortalidade, enquanto garante a otimização da pré-carga em respondedores.
A Lei de Frank-Starling descreve que, até certo ponto, o aumento do volume diastólico final (pré-carga) leva a um aumento da força de contração e, consequentemente, do volume sistólico. Pacientes fluido-responsivos operam na porção ascendente dessa curva.
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