HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
Paciente sexo feminino, 40 anos, sem comorbidades prévias, passou as últimas 3 semanas sem querer sair da cama em virtude de uma tristeza profunda. Deu entrada no pronto socorro do Hospital Municipal com quadro de dor em membro inferior direito há 12 horas. Ao exame físico: REG, membro inferior esquerdo esquerdo edemaciado, doloroso a palpação, pálido e com pulsos arteriais fracos. Pulsos fortes no membro contralateral. Realizado doppler venoso em MIE evidenciando ausência de compressibilidade em veia ilíaca, femoral superficial e profunda. A melhor conduta é:
Flegmasia alba/cerulea dolens → TVP extensa + comprometimento arterial → anticoagulação + trombectomia/trombólise urgente.
Flegmasia alba dolens é uma forma grave de TVP iliofemoral que pode evoluir para flegmasia cerulea dolens, com comprometimento arterial e risco de isquemia e perda do membro. O tratamento envolve anticoagulação plena e, frequentemente, intervenção para desobstrução.
Flegmasia alba dolens e flegmasia cerulea dolens representam as formas mais graves de trombose venosa profunda (TVP) iliofemoral, com alta morbimortalidade e risco de perda do membro. A condição é caracterizada por uma oclusão venosa extensa que leva a um edema maciço, aumento da pressão intersticial e, consequentemente, comprometimento do fluxo arterial, resultando em isquemia. A identificação precoce é crucial para o prognóstico. O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais de edema, dor, palidez (alba dolens) ou cianose (cerulea dolens) e diminuição/ausência de pulsos arteriais. O ultrassom Doppler venoso confirma a trombose extensa e pode mostrar sinais de comprometimento arterial. Fatores de risco para TVP, como imobilização prolongada (tristeza profunda da paciente), neoplasias e estados de hipercoagulabilidade, devem ser investigados. O tratamento é uma emergência médica, visando a desobstrução venosa e a prevenção da isquemia irreversível. Inclui anticoagulação plena imediata com heparina, elevação do membro e, frequentemente, intervenções como trombectomia cirúrgica ou trombólise farmacomecânica guiada por cateter. A falha no tratamento pode levar à amputação e à síndrome pós-trombótica grave.
A flegmasia alba dolens é caracterizada por edema maciço, dor intensa, palidez e ausência ou diminuição dos pulsos arteriais no membro afetado, devido à trombose venosa extensa que compromete o fluxo arterial.
A conduta inicial inclui internação hospitalar e anticoagulação plena com heparina. A avaliação para trombectomia ou trombólise guiada por cateter é crucial para preservar o membro.
A flegmasia alba dolens apresenta palidez do membro. A flegmasia cerulea dolens é uma progressão mais grave, com cianose, bolhas e risco iminente de gangrena, indicando um comprometimento arterial ainda maior.
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