FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Assinale a opção que apresenta o local adequado para a realização da flebotomia da veia safena magna no trauma grave.
Flebotomia da safena → 2 cm anterior e 2 cm superior ao maléolo medial.
A veia safena magna é o local preferencial para flebotomia no trauma devido à sua anatomia constante e fácil acesso cirúrgico anterior ao maléolo medial.
A flebotomia da veia safena magna é um procedimento clássico na medicina de emergência e trauma. A veia safena magna origina-se da união da veia dorsal do hálux com o arco venoso dorsal do pé, ascendendo anteriormente ao maléolo medial. Sua posição constante e o calibre generoso a tornam ideal para a infusão rápida de fluidos e hemoderivados em pacientes críticos. No contexto do ATLS (Advanced Trauma Life Support), a prioridade de acesso é periférica percutânea, seguida por intraóssea ou central. Contudo, a habilidade técnica de realizar uma dissecção venosa rápida é uma competência essencial para cirurgiões e médicos de emergência. O conhecimento preciso da anatomia regional — evitando o nervo safeno e identificando corretamente o plano subcutâneo — é o que diferencia o sucesso do procedimento em condições adversas de ressuscitação.
A referência clássica para a dissecção da veia safena magna no tornozelo é aproximadamente 2 cm anterior e 2 cm superior (cefálico) ao maléolo medial. Nessa região, a veia é superficial e possui um trajeto previsível, facilitando a canulação rápida em situações de choque hipovolêmico onde o acesso periférico percutâneo falhou.
A flebotomia é indicada quando não é possível obter acesso venoso periférico percutâneo em situações de emergência, especialmente em pacientes em choque profundo ou com colapso venoso periférico. Embora o acesso intraósseo e o acesso central venoso por punção sejam alternativas modernas frequentes, a flebotomia da safena permanece uma técnica de resgate fundamental no protocolo ATLS.
As complicações incluem lesão do nervo safeno (que corre adjacente à veia, podendo causar parestesia na face medial do pé), hematomas, infecção da ferida operatória, flebite e trombose venosa. A técnica cuidadosa com isolamento da veia e ligadura distal ajuda a minimizar esses riscos durante o procedimento de emergência.
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