CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
A presença de flare na câmara anterior é o resultado biomicroscópico direto de:
Flare na câmara anterior = quebra da barreira hemato-aquosa → extravasamento de proteínas.
O flare representa a turvação do humor aquoso devido ao aumento da concentração de proteínas, indicando inflamação ativa e quebra da barreira hemato-aquosa.
A avaliação da câmara anterior é um pilar da oftalmologia diagnóstica. O humor aquoso normal é opticamente vazio. A presença de flare indica que a permeabilidade vascular do trato uveal está alterada. Clinicamente, o flare é graduado de 0 a 4+ segundo o sistema SUN (Standardization of Uveitis Nomenclature). Um flare 1+ é uma turvação leve, enquanto o 4+ indica um aquoso densamente turvo com fibrina. Compreender essa distinção é vital para o manejo de pacientes com uveíte, pois o tratamento visa a eliminação das células, embora o flare possa demorar mais a desaparecer.
O flare é causado pelo extravasamento de proteínas plasmáticas para o humor aquoso. Isso ocorre devido à quebra da barreira hemato-aquosa, geralmente resultante de processos inflamatórios intraoculares, como as uveítes. Na biomicroscopia, esse fenômeno é visualizado como uma turvação ou névoa quando o feixe de luz da lâmpada de fenda atravessa a câmara anterior, fenômeno conhecido como efeito Tyndall.
Embora ambos indiquem inflamação, eles representam componentes diferentes. As células são leucócitos individuais que aparecem como pequenos pontos brilhantes e móveis no humor aquoso. O flare é a turvação generalizada causada por proteínas. A graduação de ambos é fundamental para monitorar a atividade da uveíte e a resposta ao tratamento com corticosteroides.
Não necessariamente. Embora seja um sinal clássico de inflamação ativa, o flare crônico pode persistir em alguns olhos após episódios graves de uveíte devido a danos permanentes nos vasos da íris ou do corpo ciliar, resultando em uma barreira hemato-aquosa cronicamente incompetente, mesmo na ausência de células inflamatórias ativas.
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