CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Pode ser considerado um fenômeno monocular:
Fixação excêntrica = Uso de ponto extrafoveal para fixação em condições monoculares.
A fixação excêntrica é um fenômeno monocular onde o olho utiliza uma área da retina fora da fóvea para fixar um objeto. É comum em pacientes com ambliopia profunda ou estrabismo de longa data.
A fixação excêntrica representa uma alteração profunda da identidade espacial da retina. Em condições normais, a fóvea detém a 'direção visual principal'. Na fixação excêntrica, essa identidade é transferida para uma área periférica. Para o residente, é crucial distinguir este conceito da Correspondência Retiniana Anômala (CRA). Enquanto a CRA é uma tentativa do cérebro de harmonizar a visão binocular em olhos desviados, a fixação excêntrica é uma falha monocular de localização foveal. O tratamento é complexo e o prognóstico visual é geralmente reservado.
Diferente da correspondência retiniana anômala, que é uma adaptação binocular (envolve a relação entre os dois olhos), a fixação excêntrica ocorre quando apenas o olho afetado está aberto. O olho amblíope 'perde' a capacidade de usar a fóvea como ponto principal de direção visual e passa a utilizar uma área extrafoveal para tentar focar, mesmo em visão monocular.
O diagnóstico é feito através da visuoscopia, utilizando um oftalmoscópio que projeta uma mira (alvo) no fundo de olho. O examinador observa se o paciente coloca o alvo sobre a fóvea ou sobre uma região extrafoveal ao tentar fixar o objeto.
A fixação excêntrica é frequentemente uma consequência de uma ambliopia grave e persistente. Quanto mais longe da fóvea for o ponto de fixação escolhido pelo olho, pior tende a ser a acuidade visual final do paciente, dificultando o sucesso do tratamento com oclusão.
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