HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2022
Considerando as as manifestações relacionadas às fístulas enterocutâneas, assinale a alternativa CORRETA:
Fístula enterocutânea: alto débito, labiada, desnutrição, obstrução distal, Crohn/tuberculose → mau prognóstico para fechamento espontâneo.
O prognóstico de fechamento espontâneo de fístulas enterocutâneas é influenciado por diversos fatores. Situações como alto débito, fístulas labiadas (epitelizadas), desnutrição grave, presença de obstrução distal ao local da fístula e doenças inflamatórias intestinais (como Crohn) ou infecciosas (tuberculose) são consideradas de mau prognóstico, frequentemente necessitando de intervenção cirúrgica.
As fístulas enterocutâneas representam uma complicação grave e desafiadora, frequentemente associada a cirurgias abdominais prévias, doenças inflamatórias intestinais ou trauma. Caracterizam-se por uma comunicação anormal entre o lúmen intestinal e a pele, resultando na drenagem de conteúdo entérico para o exterior. O manejo é complexo e visa, inicialmente, estabilizar o paciente, controlar a sepse, proteger a pele periestomal e otimizar o estado nutricional. O prognóstico de fechamento espontâneo das fístulas enterocutâneas é variável e depende de múltiplos fatores. Fatores considerados de mau prognóstico, que diminuem significativamente a chance de fechamento espontâneo e frequentemente indicam a necessidade de intervenção cirúrgica, incluem: alto débito (especialmente de jejuno proximal), fístulas labiadas (com epitelização do trajeto), desnutrição grave, presença de obstrução distal ao local da fístula, corpo estranho no trajeto, malignidade, irradiação prévia e doenças inflamatórias intestinais ativas, como a Doença de Crohn, ou infecções específicas como a tuberculose. O tratamento definitivo pode ser clínico ou cirúrgico. O manejo clínico envolve suporte nutricional agressivo (enteral ou parenteral), controle da infecção e proteção da pele. A cirurgia é reservada para fístulas que não fecham espontaneamente após um período de manejo clínico otimizado (geralmente 4-6 semanas), ou na presença de complicações graves. A abordagem cirúrgica deve ser cuidadosamente planejada, considerando o estado geral do paciente e os fatores de risco, visando a ressecção do segmento fistuloso e a reconstrução do trânsito intestinal.
Fatores de mau prognóstico incluem alto débito (>500 mL/dia), fístulas labiadas (epitelizadas), desnutrição grave, obstrução distal à fístula, presença de corpo estranho, malignidade, irradiação prévia, grande defeito da parede abdominal e doenças inflamatórias intestinais como Crohn ou tuberculose.
A desnutrição é comum em pacientes com fístulas de alto débito devido à perda de fluidos, eletrólitos e nutrientes. A deficiência nutricional compromete a cicatrização tecidual e a resposta imune, dificultando o fechamento espontâneo da fístula e aumentando o risco de complicações infecciosas.
A presença de obstrução distal impede o fluxo normal do conteúdo intestinal, aumentando a pressão intraluminal no segmento proximal à fístula. Essa pressão elevada dificulta o fechamento espontâneo e pode até mesmo perpetuar a fístula, exigindo correção cirúrgica da obstrução para o sucesso do tratamento.
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