FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Assinale a alternativa correta com relação à caracterização das fístulas na doença de Crohn.
Fístulas de Crohn perianais não seguem a regra de Goodsall-Salmon e são frequentemente complexas.
As fístulas na Doença de Crohn são frequentemente complexas e não obedecem à regra de Goodsall-Salmon, que se aplica a fístulas anais criptoglandulares. O sedenho é uma indicação comum, e a RM da pelve é crucial para o planejamento. Medicamentos biológicos têm papel importante, mas a cirurgia pode ser necessária.
As fístulas perianais são uma das manifestações mais desafiadoras da Doença de Crohn, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Diferentemente das fístulas anais criptoglandulares comuns, as fístulas de Crohn são frequentemente complexas, com múltiplos trajetos, abscessos associados e não respeitam a clássica regra de Goodsall-Salmon. Essa particularidade exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica diferenciada. O diagnóstico preciso das fístulas de Crohn é fundamental para o planejamento do tratamento. A ressonância magnética da pelve (RM) é o método de imagem de escolha, pois oferece excelente detalhe anatômico dos trajetos fistulosos, sua relação com o aparelho esfincteriano e a presença de coleções. A endoscopia e o exame físico sob anestesia também são importantes. A conduta terapêutica é multidisciplinar, envolvendo medicamentos biológicos (como anti-TNF), antibióticos e intervenções cirúrgicas. O sedenho (seton) é uma ferramenta cirúrgica valiosa para fístulas complexas, permitindo a drenagem e evitando a formação de abscessos, enquanto se aguarda a resposta à terapia medicamentosa. A cirurgia definitiva é complexa e deve ser considerada com cautela devido ao risco de incontinência. Para residentes, é crucial entender que o manejo das fístulas de Crohn é individualizado, combinando tratamento clínico e cirúrgico para otimizar os resultados e preservar a função esfincteriana.
As fístulas na Doença de Crohn são inflamatórias e frequentemente complexas, originando-se de úlceras transmurais, o que as diferencia das fístulas criptoglandulares comuns para as quais a regra de Goodsall-Salmon foi descrita.
O sedenho é frequentemente utilizado em fístulas de Crohn, especialmente as complexas, para promover a drenagem contínua, prevenir a formação de abscessos e permitir a cicatrização gradual, sem comprometer o esfíncter anal.
A RM da pelve é essencial para o diagnóstico e estadiamento das fístulas de Crohn, mesmo em casos não recidivantes, pois permite identificar a extensão do trajeto fistuloso, a presença de abscessos e a relação com o esfíncter, guiando a conduta terapêutica.
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