Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2020
Paciente de 47 anos de idade, refere que há 3 dias começou a ter perda de urina constante, sem perceber, o que está prejudicando sua qualidade de vida. Submeteu-se a histerectomia total abdominal por mioma uterino há 10 dias. É tercigesta, com 3 cesárias. Ao exame, não se observa perda de urina ao esforço nem distopia genital. A cúpula vaginal apresenta área de granuloma e há líquido na vagina. A principal hipótese diagnóstica é:
Perda urinária contínua pós-histerectomia + líquido na vagina = suspeitar fístula vesicovaginal.
A fístula vesicovaginal é uma comunicação anormal entre a bexiga e a vagina, frequentemente uma complicação de cirurgias pélvicas como a histerectomia. A perda urinária contínua e insensível, especialmente com líquido na vagina, é um sinal clássico.
A fístula vesicovaginal é uma comunicação anormal entre a bexiga e a vagina, representando uma das complicações mais angustiantes da cirurgia pélvica, especialmente a histerectomia. Sua incidência varia, mas é crucial para o residente reconhecer os fatores de risco e a apresentação clínica para um diagnóstico precoce e manejo adequado. A suspeita diagnóstica surge em pacientes com histórico de cirurgia pélvica recente que apresentam perda urinária contínua e insensível pela vagina. Ao exame físico, a visualização de urina na cúpula vaginal, por vezes associada a granulomas, é altamente sugestiva. Testes como o do corante (azul de metileno intravesical) e exames de imagem como cistoscopia e urografia excretora são fundamentais para confirmar a localização e extensão da fístula. O tratamento é predominantemente cirúrgico, visando o fechamento da comunicação e a restauração da anatomia e função. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a qualidade de vida pode ser severamente afetada antes da correção. É vital para o médico estar atento a essa complicação para oferecer o suporte necessário e encaminhamento especializado.
Os principais sinais incluem perda urinária contínua e insensível pela vagina, histórico de cirurgia pélvica recente (como histerectomia) e a presença de urina na cúpula vaginal ao exame.
O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico (visualização de urina na vagina), teste do corante (azul de metileno na bexiga) e exames de imagem como cistoscopia ou urografia excretora.
A principal causa é iatrogênica, decorrente de cirurgias pélvicas, especialmente histerectomia, cesariana ou cirurgias para correção de prolapso genital, devido a lesão inadvertida da bexiga.
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