HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
As principais causas de fístulas vesicovaginais nos países subdesenvolvidos são por:
Em países subdesenvolvidos, trabalho de parto prolongado é a principal causa de fístulas vesicovaginais devido à necrose por pressão.
Em regiões com acesso limitado a cuidados obstétricos, o trabalho de parto prolongado e obstrutivo leva à compressão prolongada da cabeça fetal contra a pelve materna, causando isquemia e necrose dos tecidos moles (bexiga e vagina), resultando em fístulas vesicovaginais ou retovaginais.
Fístulas vesicovaginais são comunicações anormais entre a bexiga e a vagina, resultando em perda involuntária de urina pela vagina. Essa condição é devastadora para a qualidade de vida das mulheres, causando incontinência urinária contínua, infecções e isolamento social. A epidemiologia das causas de fístulas vesicovaginais difere significativamente entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Enquanto em países desenvolvidos as causas iatrogênicas (lesões cirúrgicas, radioterapia) e o câncer ginecológico são mais prevalentes, em países subdesenvolvidos, a principal etiologia é obstétrica. O trabalho de parto prolongado e obstrutivo, frequentemente sem acesso a cesariana de emergência, leva à compressão prolongada da cabeça fetal contra a sínfise púbica, causando isquemia e necrose dos tecidos moles adjacentes, incluindo a parede posterior da bexiga e a parede anterior da vagina. A necrose tecidual resulta na formação da fístula. A prevenção passa pela melhoria do acesso a cuidados obstétricos de qualidade e cirurgia reparadora é o tratamento definitivo.
A principal causa de fístulas vesicovaginais em países subdesenvolvidos é o trabalho de parto prolongado e obstrutivo, que leva à necrose isquêmica dos tecidos moles da bexiga e vagina devido à compressão prolongada da cabeça fetal contra a pelve materna.
Durante um trabalho de parto prolongado e obstrutivo, a pressão contínua da cabeça fetal sobre a parede anterior da vagina e a base da bexiga compromete o suprimento sanguíneo local, resultando em isquemia, necrose e, consequentemente, na formação de uma fístula.
Em países desenvolvidos, as causas mais comuns de fístulas vesicovaginais são iatrogênicas, principalmente lesões cirúrgicas durante histerectomias ou outras cirurgias pélvicas, e complicações de radioterapia para cânceres pélvicos.
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