FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
Mulher procura ginecologista com queixa de perda urinária involuntária e constante, associada a micções voluntárias. Refere que os sintomas começaram após uma cesárea com histerectomia de urgência por acretismo placentário. A causa MAIS provável da sintomatologia é:
Perda urinária constante pós-histerectomia → suspeitar fístula uretero-vaginal.
A fístula uretero-vaginal é uma complicação rara, mas grave, de cirurgias pélvicas como a histerectomia, especialmente em casos de urgência ou com anatomia alterada (ex: acretismo placentário). A perda urinária contínua, mesmo com micções voluntárias, é um sinal clássico de comunicação anormal entre o trato urinário e a vagina.
A fístula uretero-vaginal é uma comunicação anormal entre o ureter e a vagina, resultando em perda urinária contínua. Embora rara, é uma complicação grave de cirurgias pélvicas, como a histerectomia, especialmente em procedimentos complexos ou de urgência, como os realizados por acretismo placentário. Sua incidência é maior em cirurgias com dissecção extensa ou em campos cirúrgicos alterados. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações como infecções ascendentes e comprometimento renal. A suspeita clínica surge com a queixa de perda urinária constante e involuntária pela vagina após a cirurgia. O exame físico, com inspeção vaginal e teste do tampão, pode confirmar a origem urinária da secreção. Exames de imagem como urografia excretora ou tomografia com contraste são essenciais para localizar a fístula e planejar a correção. O tratamento é predominantemente cirúrgico, visando restaurar a continuidade do trato urinário e fechar a fístula. A escolha da técnica depende da localização, tamanho e tempo da fístula, podendo envolver reimplante ureteral ou outras técnicas reconstrutivas. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a prevenção através de técnica cirúrgica cuidadosa é fundamental.
O principal sintoma é a perda urinária contínua e involuntária pela vagina, que pode ser percebida mesmo durante as micções voluntárias. Pode haver também dor pélvica e infecções urinárias recorrentes.
O diagnóstico envolve exame físico com especuloscopia, teste do tampão com azul de metileno ou índigo carmim, e exames de imagem como urografia excretora, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
A fístula vesico-vaginal conecta a bexiga à vagina, enquanto a uretero-vaginal conecta o ureter à vagina. Ambas causam perda urinária contínua, mas a localização da lesão e o tratamento podem variar.
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