IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2023
Paciente do sexo masculino apresenta fístula traqueoesofágica pós-intubação orotraqueal. Em relação a este quadro, é incorreto afirmar:
Fístula traqueoesofágica pós-intubação: tratamento individualizado, nem sempre cirúrgico.
A fístula traqueoesofágica pós-intubação é uma complicação grave, mas seu manejo não é universalmente cirúrgico. A decisão terapêutica depende do tamanho da fístula, condição clínica do paciente e presença de infecção, podendo variar de tratamento conservador a cirúrgico.
A fístula traqueoesofágica (FTE) pós-intubação é uma complicação rara, mas grave, da ventilação mecânica prolongada ou intubação traumática, com incidência estimada em 0,1% a 1%. É crucial para residentes reconhecerem sua importância devido à alta morbimortalidade associada, impactando diretamente o prognóstico do paciente. A compreensão de sua etiologia e manejo é fundamental na prática intensiva. A fisiopatologia da FTE pós-intubação geralmente envolve a necrose por pressão da parede traqueal e esofágica, frequentemente exacerbada por fatores como pressão excessiva do balonete do tubo endotraqueal, presença concomitante de sonda nasogástrica, hipotensão, uso de corticosteroides e infecção. O diagnóstico é suspeitado por manifestações clínicas como tosse e engasgos durante a alimentação, aspiração recorrente e pneumonias, e confirmado por exames como esofagograma com contraste, broncoscopia e endoscopia digestiva alta. O tratamento da FTE pós-intubação é complexo e individualizado. Embora a correção cirúrgica seja frequentemente necessária, nem todos os casos exigem intervenção imediata ou ressecção traqueal. Pequenas fístulas podem ser manejadas conservadoramente, enquanto fístulas maiores ou sintomáticas geralmente requerem reparo cirúrgico, que pode envolver fechamento primário, uso de retalhos ou, em casos selecionados, ressecção e anastomose. A escolha da técnica depende da localização, tamanho da fístula e condição do paciente.
Os sintomas incluem tosse persistente, engasgos, pneumonia de repetição, disfagia e, em casos graves, aspiração de alimentos para as vias aéreas, sendo mais evidentes com líquidos.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, suspensão da dieta oral, nutrição enteral ou parenteral e investigação diagnóstica com exames de imagem como esofagograma e broncoscopia.
A pressão excessiva do balonete endotraqueal, especialmente quando associada à presença de sonda nasogástrica, pode causar isquemia e necrose da parede traqueal e esofágica, levando à formação da fístula.
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