SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2020
Com relação ao tratamento das fístulas traqueoesofágicas adquiridas, assinale a alternativa incorreta:
Fístula traqueoesofágica adquirida → Reparo cirúrgico é frequentemente necessário, não minoria dos casos.
O tratamento das fístulas traqueoesofágicas adquiridas é complexo e geralmente envolve duas etapas: a primeira é a prevenção da contaminação pulmonar e a segunda é a obliteração do trajeto fistuloso. Embora o tratamento endoscópico seja uma opção para casos selecionados, o reparo cirúrgico é frequentemente indispensável, especialmente em fístulas maiores ou complexas.
Fístulas traqueoesofágicas adquiridas são comunicações anormais entre a traqueia e o esôfago, geralmente resultantes de trauma, cirurgia, malignidade ou intubação prolongada. Elas representam um desafio clínico significativo devido ao risco de aspiração pulmonar recorrente e infecções. A compreensão de seu manejo é crucial para residentes de cirurgia torácica e gastroenterologia. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por sintomas como tosse após a ingestão de alimentos ou líquidos, infecções pulmonares de repetição e confirmado por exames de imagem como esofagograma ou broncoscopia. A fisiopatologia envolve a erosão ou necrose das paredes traqueal e esofágica, levando à formação da fístula. O tratamento é multifacetado, começando pela estabilização do paciente e prevenção da aspiração. A obliteração do trajeto fistuloso pode ser tentada por via endoscópica (com stents, cola de fibrina) ou cirúrgica. O reparo cirúrgico é a modalidade definitiva para muitos casos, oferecendo a melhor chance de cura, embora seja um procedimento complexo com riscos inerentes.
O tratamento envolve dois estágios principais: primeiro, a prevenção da contaminação pulmonar, e segundo, a obliteração do trajeto fistuloso, que pode ser endoscópica ou cirúrgica.
O tratamento endoscópico é uma opção para fístulas pequenas ou em pacientes muito debilitados que não toleram cirurgia, mas a taxa de sucesso pode ser limitada em casos complexos.
O reparo cirúrgico é muitas vezes necessário para garantir a obliteração completa e duradoura da fístula, especialmente em lesões maiores, persistentes ou quando há falha de outras abordagens.
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