FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024
Atualmente, a causa mais comum das fístulas retovaginais (não congênitas) é:
Causa mais comum de fístula retovaginal adquirida = Trauma obstétrico.
Embora a Doença de Crohn e neoplasias sejam causas importantes, as lesões decorrentes de partos instrumentados ou lacerações perineais graves durante o parto vaginal dominam a epidemiologia.
As fístulas retovaginais representam comunicações anormais entre o reto e a vagina, impactando severamente a qualidade de vida da paciente. Epidemiologicamente, o trauma obstétrico é o fator etiológico predominante em todo o mundo, especialmente em locais com assistência ao parto subótima. Outras causas incluem complicações de cirurgias pélvicas, radioterapia para câncer ginecológico ou retal, e doenças inflamatórias intestinais. O diagnóstico é essencialmente clínico, mas exames complementares como a ultrassonografia endoanal, ressonância magnética de pelve ou enema opaco podem ser úteis para mapear trajetos complexos. O tratamento é predominantemente cirúrgico, variando desde simples reparos locais até procedimentos mais complexos com interposição de tecidos (como o retalho de Martius), dependendo da localização, tamanho e etiologia da fístula.
O trauma ocorre geralmente durante partos vaginais prolongados, partos instrumentados (fórceps) ou devido a lacerações perineais de terceiro ou quarto grau que não foram adequadamente reparadas ou que sofreram deiscência e infecção subsequente. A pressão prolongada da cabeça fetal contra o septo retovaginal também pode causar isquemia tecidual e necrose, resultando na formação da fístula.
A Doença de Crohn é a segunda causa mais comum e a principal causa inflamatória. As fístulas nesta condição costumam ser mais complexas, podendo ser múltiplas e associadas a proctite ativa. O tratamento é desafiador, exigindo controle da inflamação sistêmica antes de tentativas de reparo cirúrgico.
Os sintomas cardinais incluem a passagem de gases (flatulência) ou fezes pela vagina, além de corrimento vaginal fétido e infecções urinárias ou vaginais de repetição. O exame físico com espéculo e o toque retal são fundamentais para a localização do trajeto fistuloso.
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