FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
A fistula retovaginal baixa em mulheres jovens está relacionada a:
Fístula retovaginal baixa em jovens → principal causa é trauma obstétrico.
Em mulheres jovens, a principal etiologia para fístulas retovaginais baixas é o trauma obstétrico, decorrente de lacerações perineais de terceiro ou quarto grau não reparadas adequadamente ou que complicam com deiscência e infecção. Outras causas são mais comuns em faixas etárias diferentes ou com outros fatores de risco.
A fístula retovaginal é uma comunicação anormal entre o reto e a vagina, resultando na passagem de gases e fezes para a vagina, causando desconforto significativo e impacto na qualidade de vida. Em mulheres jovens, a etiologia mais comum para fístulas baixas é o trauma obstétrico, especialmente lacerações perineais de terceiro ou quarto grau que não cicatrizam adequadamente ou complicam com infecção. É crucial para o residente reconhecer essa associação para um diagnóstico e manejo corretos. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, que pode revelar a abertura fistulosa. Exames complementares como colonoscopia, retossigmoidoscopia, ultrassonografia endoanal ou ressonância magnética pélvica podem ser necessários para determinar a localização exata, o tamanho e a complexidade da fístula, além de descartar outras causas. A suspeita deve ser alta em puérperas com sintomas persistentes de incontinência fecal ou descarga vaginal anormal. O tratamento da fístula retovaginal é predominantemente cirúrgico, com diversas técnicas disponíveis dependendo da localização, tamanho e etiologia. O sucesso da cirurgia depende de uma avaliação pré-operatória minuciosa e da escolha da técnica mais apropriada. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas pode haver recorrência ou complicações, exigindo acompanhamento prolongado.
Os sintomas incluem passagem de gases ou fezes pela vagina, infecções vaginais recorrentes, irritação vulvar e dor durante a relação sexual. A intensidade varia conforme o tamanho e localização da fístula.
O trauma obstétrico, como lacerações perineais graves (grau III ou IV) durante o parto vaginal, pode levar à formação de fístulas se houver falha na reparação tecidual, infecção ou deiscência da sutura, criando uma comunicação anormal entre reto e vagina.
Outras causas incluem doença de Crohn, radioterapia pélvica, cirurgias ginecológicas ou colorretais prévias, infecções (como abscesso anorretal) e, mais raramente, neoplasias ou diverticulite.
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