HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
As fístulas após a gastrectomia vertical, ocorrem MAIS comumente:
Fístulas pós-gastrectomia vertical ocorrem MAIS comumente na porção proximal da bolsa gástrica (região de His).
As fístulas são uma complicação grave e potencialmente fatal da gastrectomia vertical. A região do ângulo de His, na porção proximal da bolsa gástrica, é a área mais comum para sua ocorrência devido à maior tensão, vascularização e dificuldade técnica na aplicação da linha de grampos nesta área de transição esofagogástrica.
A gastrectomia vertical, ou sleeve gástrico, é um dos procedimentos bariátricos mais realizados, mas não está isenta de complicações. As fístulas da linha de grampos representam uma das mais graves, com uma incidência que varia de 1% a 3% e alta morbimortalidade. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para o prognóstico do paciente. A fisiopatologia das fístulas envolve uma combinação de fatores como isquemia da linha de grampos, tensão excessiva na sutura, aumento da pressão intraluminal e erros técnicos. A região do ângulo de His é particularmente vulnerável devido à sua anatomia complexa e à dificuldade de obter uma linha de grampos segura. Os sinais clínicos incluem taquicardia persistente, febre, dor abdominal e leucocitose, que devem levantar a suspeita no pós-operatório. O tratamento das fístulas é complexo e individualizado, podendo envolver drenagem percutânea, antibioticoterapia de amplo espectro, suporte nutricional (enteral ou parenteral), tratamento endoscópico (stents, clipes) ou, em casos refratários, reintervenção cirúrgica. A prevenção, através de técnica cirúrgica meticulosa e avaliação cuidadosa dos fatores de risco, é a melhor estratégia para minimizar a ocorrência dessa complicação devastadora.
As fístulas ocorrem mais comumente na porção proximal da bolsa gástrica, especificamente na região do ângulo de His, devido à maior tensão, vascularização e dificuldade técnica de grampeamento nesta área.
Fatores de risco incluem obesidade mórbida, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica, uso de esteroides, técnica cirúrgica (tensão excessiva na linha de grampos) e isquemia local da parede gástrica.
O diagnóstico é feito por exames de imagem como tomografia computadorizada com contraste oral ou esofagograma. O tratamento varia de conservador (drenagem, antibióticos, nutrição parenteral) a cirúrgico (reoperação) ou endoscópico (stents, clipes).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo