Fístula Perianal: Classificação e Diagnóstico por Imagem

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020

Enunciado

Assinale a alternativa correta em relação à fístula perianal.

Alternativas

  1. A) A tomografia de pelve é o exame de escolha para avaliação da região perianal sendo superior às outras modalidades radiodiagnósticas.
  2. B) Por meio da ressonância nuclear magnética, pode-se classificar as fístulas perianais em 5 tipos.
  3. C) Segundo a regra de Goodsall-salmon, as fístulas anteriores drenam em trajeto arciforme para a pele.
  4. D) O esfíncter anal externo é composto por musculatura lisa e estriada.
  5. E) O esfíncter anal interno é composto por musculatura estriada.

Pérola Clínica

RNM é padrão-ouro para fístula perianal, classificando-as em 5 tipos (Parks) e guiando o tratamento.

Resumo-Chave

A ressonância nuclear magnética (RNM) é o exame de imagem de escolha para avaliar fístulas perianais, permitindo uma classificação detalhada (Classificação de Parks, com 5 tipos principais) que é crucial para o planejamento cirúrgico e para evitar danos ao esfíncter anal.

Contexto Educacional

A fístula perianal é uma comunicação anormal entre o canal anal ou reto e a pele perianal, geralmente resultante de um abscesso anorretal prévio. É uma condição comum na proctologia, que causa dor, secreção e desconforto, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente. A compreensão de sua anatomia, classificação e métodos diagnósticos é fundamental para o sucesso do tratamento e para evitar complicações como a incontinência fecal. O diagnóstico da fístula perianal é primariamente clínico, mas a avaliação por imagem é indispensável para determinar a complexidade do trajeto fistuloso e sua relação com os esfíncteres anais. A ressonância nuclear magnética (RNM) é considerada o padrão-ouro, oferecendo alta resolução para tecidos moles e permitindo a classificação das fístulas. A classificação de Parks, que divide as fístulas em cinco tipos (interesfincteriana, transesfincteriana, supraesfincteriana, extraesfincteriana e superficial), é amplamente utilizada e orienta a escolha da técnica cirúrgica, que deve preservar ao máximo a função esfincteriana. A anatomia dos esfíncteres anais é crucial para o tratamento. O esfíncter anal interno é de musculatura lisa e involuntário, enquanto o esfíncter anal externo é de musculatura estriada e voluntário. A regra de Goodsall-Salmon auxilia na previsão do trajeto das fístulas com base na localização do orifício externo. O tratamento é predominantemente cirúrgico, e a escolha da técnica (fistulotomia, fistulectomia, seton, retalho de avanço) depende da classificação da fístula e da experiência do cirurgião, visando a cura e a preservação da continência.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da ressonância nuclear magnética na avaliação da fístula perianal?

A RNM é o exame de imagem mais preciso para fístulas perianais, pois permite visualizar o trajeto fistuloso, a relação com os esfíncteres anais, a presença de abscessos associados e ramificações, sendo crucial para o planejamento cirúrgico e para minimizar o risco de incontinência fecal.

Como a classificação de Parks ajuda no tratamento da fístula perianal?

A classificação de Parks divide as fístulas perianais em 5 tipos (interesfincteriana, transesfincteriana, supraesfincteriana, extraesfincteriana e superficial), baseando-se na relação do trajeto fistuloso com o esfíncter anal. Essa classificação é fundamental para guiar a escolha da técnica cirúrgica mais adequada, visando a cura da fístula com a menor lesão possível ao esfíncter.

Qual a composição dos esfíncteres anais?

O esfíncter anal interno é composto por musculatura lisa, involuntária, responsável por cerca de 80% do tônus anal de repouso. O esfíncter anal externo é composto por musculatura estriada, voluntária, responsável pela continência fecal sob demanda e pela contração voluntária.

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