INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Uma mulher com 45 anos de idade foi atendida em unidade básica de saúde referindo que, há 4 meses, foi realizada drenagem de abscesso perianal em pronto-socorro e, desde então, tem apresentado saída ocasional de secreção fétida por lesão dérmica no local. O exame físico evidenciou orifício cutâneo com saída de secreção amarelada à compressão, localizado anteriormente e acerca de 2 cm da borda anal. Com base nos dados apresentados, determine a alternativa com a orientação da conduta a ser seguida.
Abscesso perianal drenado + secreção persistente → suspeitar fístula perianal → avaliação especializada.
A persistência de secreção fétida por um orifício cutâneo após a drenagem de um abscesso perianal é altamente sugestiva de formação de uma fístula perianal. Esta condição requer avaliação por um especialista (proctologista) para planejamento de tratamento cirúrgico eletivo, pois antibióticos isolados ou nova drenagem não resolvem a fístula.
A fístula perianal é uma condição crônica que geralmente se origina de um abscesso perianal não tratado ou tratado inadequadamente, resultando em um trajeto anômalo entre o canal anal ou reto e a pele perianal. É uma das doenças anorretais mais comuns e, embora benigna, pode ser debilitante e recorrente se não for manejada corretamente. A fisiopatologia envolve a obstrução de uma glândula anal, levando à infecção e formação de abscesso. Se o abscesso drena espontaneamente ou é drenado cirurgicamente, um trajeto epitelizado pode se formar, resultando na fístula. O diagnóstico é primariamente clínico, com exame físico revelando o orifício externo e, por vezes, o orifício interno. Exames complementares como ultrassonografia endoanal ou ressonância magnética pélvica podem ser necessários para mapear o trajeto fistuloso, especialmente em casos complexos. O tratamento da fístula perianal é predominantemente cirúrgico, visando erradicar o trajeto fistuloso sem comprometer a continência anal. As opções cirúrgicas incluem fistulotomia, fistulectomia, colocação de seton, retalho de avanço endorretal, entre outras, dependendo da classificação da fístula. O manejo adequado e o encaminhamento para um especialista são cruciais para evitar recorrências e complicações.
Os sinais incluem dor, inchaço, vermelhidão e a saída persistente ou intermitente de secreção purulenta ou fétida por um orifício na pele próximo ao ânus, geralmente após um abscesso.
A conduta inicial é o encaminhamento para avaliação especializada com um proctologista, que determinará a extensão da fístula e o melhor plano cirúrgico, que geralmente é eletivo.
A fístula é um trajeto epitelizado que conecta o canal anal à pele. Antibióticos podem controlar a infecção aguda, mas não fecham o trajeto, que geralmente exige tratamento cirúrgico para resolução definitiva.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo