SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
Qual, dentre as alternativas abaixo, é a principal complicação pós-operatória de uma pancreatectomia distal laparoscópica?
Principal complicação da pancreatectomia distal laparoscópica → fístula pancreática.
A fístula pancreática é a complicação mais frequente e clinicamente relevante após a pancreatectomia distal, ocorrendo devido ao extravasamento de suco pancreático do coto de ressecção. Sua ocorrência pode levar a outras complicações graves, como abscessos e sepse, e prolongar a internação hospitalar.
A pancreatectomia distal laparoscópica é um procedimento cirúrgico realizado para remover a cauda e, por vezes, parte do corpo do pâncreas, frequentemente indicada para tumores benignos ou de baixo potencial maligno. Embora seja uma abordagem minimamente invasiva com benefícios como menor dor e recuperação mais rápida, a cirurgia pancreática, em geral, carrega riscos significativos de complicações pós-operatórias. Dentre as complicações pós-operatórias, a fístula pancreática é a mais comum e clinicamente relevante após a pancreatectomia distal, com taxas que podem variar de 10% a 30% ou mais, dependendo da definição e da série. Ela ocorre quando há vazamento de suco pancreático do coto de ressecção, podendo levar a coleções intra-abdominais, infecções, sepse, hemorragias e prolongamento da internação hospitalar. A gravidade da fístula é classificada de acordo com o impacto clínico (graus A, B e C). O manejo da fístula pancreática varia de conservador (drenagem percutânea de coleções, otimização nutricional, uso de análogos da somatostatina como octreotide) a reintervenção cirúrgica em casos de fístulas de alto débito, infecção não controlada ou complicações graves. Outras complicações importantes incluem hemorragia, abscesso intra-abdominal, gastroparesia e, a longo prazo, insuficiência pancreática exócrina e diabetes mellitus, mas a fístula pancreática permanece a principal complicação aguda a ser prevenida e tratada.
Uma fístula pancreática é o extravasamento de suco pancreático do coto de ressecção do pâncreas para a cavidade abdominal ou através de um dreno. Ocorre devido à dificuldade de selar completamente o ducto pancreático e o parênquima remanescente, permitindo o vazamento de enzimas digestivas.
Fatores de risco incluem pâncreas de textura mole, ducto pancreático pequeno, obesidade, doença pancreática benigna, e experiência do cirurgião. A técnica de fechamento do coto pancreático também influencia o risco.
O diagnóstico é feito pela análise do líquido de drenagem abdominal, com níveis elevados de amilase. O manejo varia de conservador (drenagem percutânea, otimização nutricional, octreotide) a reintervenção cirúrgica em casos de fístulas de alto débito, infecção ou complicações graves como hemorragia.
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