SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
A respeito das fístulas do trato intestinal, sabe-se que existem fatores anatômicos, fisiológicos, funcionais considerados favoráveis e desfavoráveis quanto ao seu fechamento e cicatrização. Dos fatores abaixo, qual NÃO é considerado um fator desfavorável ao fechamento da fístula intestinal?
Trajeto longo (> 2 cm) = Fator FAVORÁVEL ao fechamento da fístula intestinal.
Trajetos fistulosos longos aumentam a resistência ao fluxo e facilitam a obliteração por tecido de granulação, favorecendo o fechamento espontâneo.
O manejo de fístulas enterocutâneas baseia-se na identificação de fatores que impedem o fechamento, frequentemente resumidos pela mnemônica FRIEND (Foreign body, Radiation, Inflammation, Epithelialization, Neoplasia, Distal obstruction). Anatomicamente, um trajeto longo (> 2 cm) é benéfico porque a resistência friccional reduz o fluxo através da fístula, permitindo que o tecido de granulação preencha o espaço. Já trajetos curtos, abscessos adjacentes e descontinuidade intestinal completa são preditores de falha no tratamento conservador, exigindo frequentemente intervenção cirúrgica definitiva após estabilização nutricional.
Os fatores desfavoráveis incluem trajeto curto (< 2 cm), obstrução distal, epitelização do trajeto, grandes defeitos na parede intestinal (> 1 cm), presença de corpo estranho e desnutrição.
A obstrução distal aumenta a pressão intraluminal a montante, forçando a saída do conteúdo intestinal pelo trajeto da fístula e impedindo que as bordas do defeito se aproximem para cicatrizar.
Fístulas de alto débito (> 500 ml/24h) têm menor chance de fechamento espontâneo e causam maiores distúrbios hidroeletrolíticos em comparação às de baixo débito.
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