PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
A fistula anorretal de etiologia criptoglandular mais frequente é a:
Fístula anorretal mais comum = Interesfincteriana, pois segue o plano de menor resistência entre os esfíncteres interno e externo.
A maioria das fístulas anorretais tem origem criptoglandular, ou seja, de uma infecção em uma glândula anal. O trajeto interesfincteriano (Tipo I de Parks) é o mais frequente por representar o caminho mais direto de drenagem do abscesso original.
A fístula anorretal é uma comunicação anormal entre o canal anal ou reto e a pele perianal. A etiologia mais comum é a criptoglandular, respondendo por cerca de 90% dos casos. A infecção de uma glândula anal (de Chiari), localizada no espaço interesfincteriano, leva à formação de um abscesso que, ao drenar espontaneamente ou cirurgicamente, pode cronificar e formar o trajeto fistuloso. A classificação de Parks é fundamental para o planejamento terapêutico e baseia-se na relação do trajeto fistuloso com a musculatura esfincteriana. A fístula interesfincteriana (Tipo I) é a mais frequente, correspondendo a cerca de 70% dos casos. Seu trajeto se limita ao espaço entre o esfíncter anal interno e o externo. As fístulas transesfincterianas (Tipo II) atravessam ambos os esfíncteres e são a segunda mais comum. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de abscesso perianal recorrente e no exame proctológico, que pode identificar o orifício externo. O tratamento é cirúrgico e visa erradicar o trajeto fistuloso preservando a continência fecal. A escolha da técnica (fistulotomia, sedenho, LIFT) depende do tipo de fístula, sendo a fistulotomia a mais utilizada para as interesfincterianas simples.
A Classificação de Parks descreve o trajeto da fístula em relação aos esfíncteres anais (interesfincteriana, transesfincteriana, supraesfincteriana, extraesfincteriana). Isso é crucial para planejar a cirurgia, pois o tratamento varia conforme o trajeto para minimizar o risco de incontinência fecal.
Para fístulas interesfincterianas simples e baixas, o tratamento padrão-ouro é a fistulotomia. O procedimento consiste em abrir todo o trajeto fistuloso, permitindo que ele cicatrize por segunda intenção, com altas taxas de cura.
Fístulas criptoglandulares são tipicamente únicas, com um trajeto simples e um orifício interno identificável. Fístulas na Doença de Crohn são frequentemente múltiplas, complexas, recorrentes e podem estar associadas a outros sinais da doença, como estenoses ou úlceras retais.
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