FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Uma fístula representa uma comunicação anormal entre um órgão oco epitelizado e outra superfície epitelizada. No trato gastrointestinal, uma fístula pode desenvolver-se entre dois órgãos digestivos ou entre um órgão e a pele. As fistulas adquiridas respondem pela maioria das fistulas e podem ser traumáticas, espontâneas ou pós-operatórias. Em relação a essa temática, assinale a alternativa correta.
Fístulas GI com múltiplos tratos, doença intestinal associada, origem em jejuno/duodeno/pâncreas, e alto débito → desfavoráveis à cicatrização espontânea.
Fístulas com múltiplos tratos, fístulas internas associadas e aquelas originadas em locais de alto débito ou com conteúdo enzimático agressivo (duodeno lateral, estômago, íleo proximal, pâncreas) apresentam características desfavoráveis à cicatrização espontânea, exigindo frequentemente intervenção cirúrgica ou manejo mais complexo.
Fístulas gastrointestinais representam comunicações anormais entre o trato gastrointestinal e outra superfície epitelizada, seja interna ou externa. Elas são uma complicação desafiadora, frequentemente associada a cirurgias, traumas ou doenças inflamatórias intestinais. A morbidade e mortalidade são significativas, e o manejo exige uma abordagem multidisciplinar complexa. A cicatrização espontânea de uma fístula é influenciada por diversos fatores prognósticos. Fístulas de alto débito (> 500 mL/dia), com múltiplos tratos, origem em locais como duodeno, jejuno proximal ou pâncreas, presença de doença intestinal subjacente (ex: Crohn), radioterapia prévia, desnutrição grave e defeitos enterais grandes (> 1 cm) são consideradas desfavoráveis. Em contraste, fístulas de baixo débito, com trato longo e epitelizado, sem doença associada e defeitos pequenos, têm maior chance de cicatrização espontânea. O manejo envolve estabilização do paciente, controle da sepse, otimização nutricional (frequentemente com nutrição parenteral), proteção da pele periestomal e, em muitos casos, intervenção cirúrgica. Residentes devem dominar a avaliação dos fatores prognósticos para guiar o plano terapêutico, diferenciando as fístulas que podem fechar espontaneamente daquelas que demandarão intervenção mais agressiva.
Características desfavoráveis incluem múltiplos tratos fistulosos, fístulas internas associadas, origem em órgãos como duodeno lateral, estômago, jejuno ou pâncreas, presença de doença intestinal subjacente, alto débito e defeitos enterais grandes (> 1 cm).
Fístulas originadas em regiões com alto débito de fluidos digestivos ou conteúdo enzimático agressivo (ex: duodeno, pâncreas, jejuno proximal) tendem a ter um prognóstico de cicatrização espontânea pior devido à irritação contínua e dificuldade de fechamento do trato.
A identificação precoce de fístulas com características desfavoráveis é crucial para planejar um manejo mais agressivo, que pode incluir suporte nutricional otimizado, controle de infecção, e intervenção cirúrgica precoce, em vez de esperar por uma cicatrização espontânea improvável.
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