Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2021
Na suspeita de fístula da gastroenteroanastomose, para um paciente no 6° dia de pósoperatório - PO de gastrectomia subtotal, com reconstrução em Y de Roux devido a adenocarcinoma de antro gástrico, pode se afirmar que:
Fístula anastomótica pós-gastrectomia: paciente estável → TC abdome para diagnóstico e extensão.
A fístula da gastroenteroanastomose é uma complicação grave da gastrectomia. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, a tomografia computadorizada de abdome com contraste oral e/ou venoso é o exame de escolha, pois permite localizar a fístula, avaliar sua extensão, a presença de coleções e guiar a conduta.
A fístula da gastroenteroanastomose é uma das complicações mais temidas e graves após gastrectomias, especialmente em reconstruções como a em Y de Roux para adenocarcinoma gástrico. Sua ocorrência, embora relativamente rara, está associada a alta morbimortalidade, exigindo reconhecimento e manejo rápidos e eficazes. A fisiopatologia envolve a deiscência da linha de sutura anastomótica, permitindo o extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade abdominal, o que pode levar a peritonite, sepse e falência de múltiplos órgãos. O diagnóstico é suspeitado clinicamente por sinais de sepse ou peritonite no pós-operatório (geralmente entre o 5º e o 7º dia) e confirmado por exames de imagem. A conduta depende crucialmente da estabilidade hemodinâmica do paciente. Em pacientes estáveis, a tomografia computadorizada de abdome com contraste é o exame padrão-ouro, fornecendo detalhes anatômicos e a extensão do extravasamento, o que orienta a drenagem percutânea e o manejo conservador. Em pacientes instáveis, a reintervenção cirúrgica de emergência é frequentemente necessária para controle da sepse e reparo da fístula. O prognóstico é melhorado com o diagnóstico precoce e a abordagem terapêutica adequada.
Os sinais e sintomas incluem dor abdominal, febre, taquicardia, leucocitose, drenagem de conteúdo entérico pelo dreno ou ferida operatória, e sinais de sepse, geralmente surgindo entre o 5º e o 7º dia de pós-operatório.
A TC de abdome oferece alta sensibilidade para detectar coleções líquidas, extravasamento de contraste, pneumoperitônio e inflamação perianastomótica, fornecendo informações cruciais para a localização e extensão da fístula, orientando a conduta.
Pacientes instáveis hemodinamicamente com fístula geralmente requerem reintervenção cirúrgica de emergência. Pacientes estáveis podem ser manejados de forma conservadora com drenagem percutânea, suporte nutricional e antibióticos, dependendo da gravidade e do tipo de fístula.
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