FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
As fistulas enterocutâneas proximais se caracterizam por:
Fístulas enterocutâneas proximais → alto débito, maior perda hidroeletrolítica e nutricional.
Fístulas enterocutâneas proximais, especialmente as de alto débito (>500 mL/24h), resultam em significativas perdas de fluidos, eletrólitos e nutrientes, devido à menor absorção intestinal a jusante da fístula. Isso leva a desequilíbrios hidroeletrolíticos graves e desnutrição.
As fístulas enterocutâneas representam uma comunicação anormal entre o trato gastrointestinal e a pele, sendo uma complicação grave em cirurgias abdominais ou doenças inflamatórias. Sua incidência varia, mas a morbidade e mortalidade são consideráveis, especialmente em fístulas de alto débito. A compreensão de suas características é crucial para o manejo adequado e a melhora do prognóstico dos pacientes. A fisiopatologia das fístulas enterocutâneas proximais é marcada pela perda de conteúdo intestinal antes que a maior parte da absorção de água, eletrólitos e nutrientes ocorra. Isso resulta em um débito elevado, geralmente superior a 500 mL em 24 horas, levando rapidamente a desidratação, desequilíbrios eletrolíticos graves (como hiponatremia e hipocalemia) e desnutrição severa. O diagnóstico é clínico, com a identificação do efluxo intestinal pela pele, e a localização é determinada por exames de imagem. O tratamento inicial foca na estabilização hidroeletrolítica e nutricional, muitas vezes com nutrição parenteral total. O manejo cirúrgico é complexo e geralmente postergado até a otimização clínica do paciente. Fístulas proximais têm um prognóstico mais reservado devido à dificuldade de controle do débito e às consequências metabólicas, exigindo uma abordagem multidisciplinar intensiva para minimizar a morbidade e mortalidade.
As fístulas enterocutâneas proximais são caracterizadas por alto débito, geralmente acima de 500 mL/24h, e estão associadas a uma significativa perda de líquidos, eletrólitos e nutrientes.
São mais graves devido à localização mais alta no trato gastrointestinal, o que impede a absorção adequada de nutrientes e eletrólitos, levando a desnutrição e desequilíbrios hidroeletrolíticos mais severos.
As complicações incluem desidratação, desequilíbrio eletrolítico (hiponatremia, hipocalemia), desnutrição grave, sepse e falência de órgãos.
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