AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021
As fístulas enterocutâneas pós-operatória representam mais de 90% de todas as fístulas intestinais e estão quase sempre relacionadas com alguma das principais complicações da cirurgia do aparelho digestivo. Indique corretamente os fatores determinantes para a sua cicatrização:
Cicatrização de fístulas enterocutâneas → ausência de infecção, obstrução, corpo estranho e desnutrição.
A cicatrização espontânea de fístulas enterocutâneas é favorecida pela ausência de fatores que perpetuam a inflamação e o fluxo, como infecção, obstrução distal, corpo estranho e desnutrição. O controle desses fatores é essencial para o manejo.
As fístulas enterocutâneas pós-operatórias são complicações graves e desafiadoras da cirurgia do aparelho digestivo, representando a maioria das fístulas intestinais. Elas são caracterizadas por uma comunicação anormal entre o trato gastrointestinal e a pele, resultando em perda de conteúdo intestinal para o exterior. O manejo é complexo e visa, primeiramente, a estabilização do paciente, controle da sepse e proteção da pele. A cicatrização espontânea de uma fístula enterocutânea depende criticamente da ausência de fatores que perpetuam sua existência. Os "inimigos" da cicatrização incluem infecção (abscessos, celulite), obstrução distal ao local da fístula, presença de corpo estranho (fios de sutura, tela), doença inflamatória intestinal ativa, radiação prévia, câncer, desnutrição e alto débito da fístula. A resolução desses fatores é primordial para o sucesso do tratamento conservador. O tratamento envolve uma abordagem multidisciplinar, focando na estabilização hemodinâmica, controle da sepse, manejo do débito da fístula, proteção da pele perilesional e suporte nutricional agressivo. A cirurgia é reservada para casos em que o tratamento conservador falha ou quando há complicações como sepse incontrolável ou obstrução intestinal completa. A identificação e correção dos fatores que impedem a cicatrização são a chave para o prognóstico favorável.
Os principais fatores que impedem a cicatrização são a presença de infecção, obstrução distal ao local da fístula, corpo estranho na ferida, doença inflamatória intestinal ativa, desnutrição e radiação prévia.
O controle da infecção é fundamental, pois a presença de abscessos ou celulite perilesional impede a formação de tecido de granulação e a epitelização, retardando ou impossibilitando o fechamento da fístula.
A obstrução distal aumenta a pressão intraluminal e o fluxo de efluente através da fístula, impedindo o fechamento espontâneo. A resolução da obstrução é frequentemente necessária para a cicatrização.
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