Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Homem, 49 anos, desnutrido, é operado de emergência por quadro de abdome agudo obstrutivo e, no inventário da cavidade, extensivas aderências são descritas. No sétimo dia de pós-operatório, paciente evolui com febre, dor e distensão do abdome e, em seguida, apresenta descarga de conteúdo entérico pela incisão abdominal.Esse quadro clínico aponta para o diagnóstico de fístula enterocutânea (FEC), sobre o qual é correto afirmar que
FEC: perdas hidroeletrolíticas, desnutrição e sepse → falência de múltiplos órgãos e morte se não tratada.
A fístula enterocutânea é uma complicação grave, especialmente em pacientes desnutridos, levando rapidamente a desequilíbrios hidroeletrolíticos, sepse e desnutrição, que se não manejados agressivamente, culminam em falência de múltiplos órgãos e alta mortalidade.
A fístula enterocutânea (FEC) é uma comunicação anormal entre o trato gastrointestinal e a pele, sendo uma complicação grave, frequentemente pós-operatória. Pacientes desnutridos, como o do caso, têm maior risco de desenvolvê-la. A incidência de FEC varia, mas a maioria (75-85%) é iatrogênica, decorrente de cirurgias abdominais, enquanto uma minoria (15-25%) é espontânea, associada a doenças inflamatórias ou neoplásicas. A fisiopatologia da FEC envolve a deiscência de uma anastomose, lesão intestinal inadvertida ou isquemia. O diagnóstico é clínico, confirmado por exames de imagem como fistulografia ou tomografia. A suspeita deve ser alta em pacientes com febre, dor abdominal, distensão e saída de conteúdo entérico por ferida cirúrgica. As principais complicações são desequilíbrio hidroeletrolítico, sepse e desnutrição, que podem levar à falência de múltiplos órgãos. O tratamento da FEC é complexo e multidisciplinar, priorizando a estabilização do paciente. Inicialmente, o manejo é clínico, focando no controle da sepse, reposição volêmica e eletrolítica, proteção da pele e suporte nutricional agressivo (muitas vezes parenteral). A cirurgia é reservada para casos que não fecham espontaneamente após um período de tratamento conservador (geralmente 4-6 semanas) ou em situações de complicação grave, como abscesso incontrolável ou obstrução.
Os sinais incluem febre, dor e distensão abdominal, seguidos pela descarga de conteúdo entérico através de uma incisão cirúrgica ou espontaneamente, indicando a comunicação entre o intestino e a pele.
A FEC é grave devido às perdas significativas de fluidos e eletrólitos, risco elevado de sepse, desnutrição progressiva e a possibilidade de falência de múltiplos órgãos, resultando em alta mortalidade se não tratada prontamente.
O tratamento inicial foca na estabilização do paciente, controle da sepse com antibióticos, reposição hidroeletrolítica agressiva, proteção da pele periestoma e suporte nutricional adequado, frequentemente com nutrição parenteral total.
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