Fístula Enterocutânea: Manejo e Complicações Graves
Faculdade de Medicina de Marília — Prova 2025
Enunciado
Homem, 49 anos, desnutrido, é operado de emergência por quadro de abdome agudo obstrutivo e, no inventário da cavidade, extensivas aderências são descritas. No sétimo dia de pós-operatório, paciente evolui com febre, dor e distensão do abdome e, em seguida, apresenta descarga de conteúdo entérico pela incisão abdominal.Esse quadro clínico aponta para o diagnóstico de fístula enterocutânea (FEC), sobre o qual é correto afirmar que
Alternativas
A) pode se formar espontaneamente como resultado de doença neoplásica ou de doenças inflamatórias em cerca de 80% dos casos, e uma minoria advém de complicações de procedimentos cirúrgicos (deiscência de anastomose ou lesão intestinal durante dissecção) e outras causas.
B) a cirurgia é o tratamento mais indicado, devendo ocorrer o mais precocemente possível, para prevenir desequilíbrio hidroeletrolítico, sepse e desnutrição do paciente.
C) quando o paciente não evolui satisfatoriamente após 2 semanas de tratamento não operatório, com frequência será necessária uma intervenção cirúrgica.
D) as perdas hidroeletrolíticas, desnutrição e sepse, decorrentes do quadro, contribuem para a ocorrência de falência de múltiplos órgãos e morte, a não ser que seja instituído tratamento efetivo imediatamente.
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