Fístula Enterocutânea: Prioridades no Manejo de Alto Débito

Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória — Prova 2019

Enunciado

Um paciente de 50 anos, bom estado geral, interna-se para a terceira laparotomia, para tratamento de obstrução intestinal; a cirurgia inicial foi uma apendicectomia. A operação foi tecnicamente difícil devido extensas aderências; havia obstrução no íleo, a cerca de 30 cm do ceco, sendo necessário ressecção de segmento de 10 cm. No sexto dia de pós-operatório surge drenagem de secreção digestiva na cicatriz cirúrgica; são retirados alguns pontos da pele e identifica-se deiscência da parede e visualização da alça ileal e deiscência parcial da anastomose, com cerca de 0,5 cm de diâmetro; a alça está completamente bloqueada e a secreção digestiva é totalmente eliminada através da parede abdominal. Neste momento e 24 horas após não existem manifestações sistêmicas de infecção nem sinais de irritação peritoneal. O débito pela fístula foi de 1.200 ml em 24 horas. Em relação ao tratamento deste paciente está correto. 

Alternativas

  1. A) Indica-se sutura imediata da deiscência da anastomose na própria enfermaria. 
  2. B) Reposição de fluidos é prioridade neste momento.
  3. C) Indica-se nutrição enteral com dieta oligomérica.
  4. D) Nutrição parenteral e octreotide proporcionarão fechamento espontâneo.

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