Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2021
Sobre as complicações em procedimentos cirúrgicos que podem representar risco para o paciente, assinale a alternativa verdadeira.
Cicatrização fístula enterocutânea → ausência infecção e obstrução são cruciais.
A cicatrização espontânea de fístulas enterocutâneas é complexa e depende de múltiplos fatores. A presença de infecção não controlada ou obstrução distal ao local da fístula impede o fechamento, tornando o manejo clínico e cirúrgico desafiador.
Fístulas enterocutâneas são comunicações anormais entre o trato gastrointestinal e a pele, representando uma complicação grave e desafiadora em cirurgia abdominal, com alta morbimortalidade. Sua ocorrência é mais comum após cirurgias abdominais complexas, trauma ou em pacientes com doenças inflamatórias intestinais, afetando significativamente a qualidade de vida do paciente e prolongando a internação hospitalar. A fisiopatologia envolve a quebra da integridade da parede intestinal, permitindo o extravasamento de conteúdo entérico. O diagnóstico é clínico, com a presença de efluxo intestinal através da pele, e confirmado por exames de imagem como fistulografia ou tomografia computadorizada. A suspeita deve ser alta em pacientes com drenagem persistente ou deterioração clínica após cirurgia abdominal. O tratamento é multifacetado, com foco inicial na estabilização do paciente, controle da sepse, otimização nutricional e proteção da pele periestoma. A cicatrização espontânea é o objetivo primário, mas fatores como infecção, obstrução distal, alto débito da fístula e doença subjacente ativa podem impedi-la, tornando a intervenção cirúrgica definitiva necessária em muitos casos. O prognóstico depende da etiologia, localização e débito da fístula, bem como do estado geral do paciente.
Os principais fatores que impedem a cicatrização de uma fístula enterocutânea incluem a presença de infecção não controlada, obstrução distal ao local da fístula, desnutrição grave, doença inflamatória intestinal ativa e radioterapia prévia.
A cirurgia é geralmente reservada para fístulas que não cicatrizam espontaneamente após um período de manejo clínico otimizado (geralmente 4-6 semanas). O objetivo é ressecar o segmento intestinal afetado e realizar uma anastomose primária, ou desviar o trânsito intestinal.
A nutrição adequada é fundamental para a cicatrização de fístulas. Pacientes com fístulas enterocutâneas frequentemente apresentam desnutrição devido à perda de fluidos e eletrólitos, e à má absorção. Suporte nutricional, muitas vezes parenteral, é crucial para otimizar as condições de cicatrização.
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