Complicações da Peritoneostomia: Fístula Enteroatmosférica

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025

Enunciado

Homem, 50 anos de idade, vítima de atropelamento, apresentou choque hemorrágico de foco abdominal, sendo submetido à laparotomia exploradora e cirurgia de controle de danos com empacotamento hepático e peritoneostomia com curativo por pressão negativa. O paciente foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva para estabilização hemodinâmica. Indique a complicação mais grave e de difícil tratamento relacionada à peritoneostomia:

Alternativas

  1. A) Peritonite bacteriana.
  2. B) Fístula enteroatmosférica.
  3. C) Hematoma de parede abdominal.
  4. D) Aderência entre os órgãos abdominais, principalmente o intestino delgado.

Pérola Clínica

Peritoneostomia → Fístula enteroatmosférica é a complicação mais temida e de difícil manejo.

Resumo-Chave

A fístula enteroatmosférica ocorre pela exposição direta das alças intestinais, dificultando o fechamento abdominal e gerando grandes perdas volêmicas e nutricionais.

Contexto Educacional

A técnica de abdome aberto é vital na cirurgia de controle de danos para prevenir a síndrome compartimental abdominal. No entanto, a fístula enteroatmosférica surge como o 'pesadelo' do cirurgião, pois o efluente entérico corrói tecidos vizinhos e impede a granulação necessária para o fechamento. O manejo exige suporte nutricional agressivo, controle do efluente e, frequentemente, meses de espera até uma reconstrução definitiva.

Perguntas Frequentes

O que é uma fístula enteroatmosférica?

É uma comunicação anômala entre o lúmen intestinal e o meio externo em um abdome aberto (peritoneostomia), sem interposição de tecidos moles ou pele, o que impede o fechamento espontâneo.

Por que a peritoneostomia causa fístulas?

A exposição prolongada das alças ao ar, o ressecamento, a inflamação peritoneal e o trauma mecânico (incluindo trocas de curativos) favorecem a erosão da parede intestinal.

Como prevenir fístulas no abdome aberto?

A prevenção envolve o uso de coberturas não aderentes (como o saco de Bogotá ou filmes de silicone), proteção do omento sobre as alças e o fechamento abdominal o mais precoce possível.

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