SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Homem, 50 anos de idade, vítima de atropelamento, apresentou choque hemorrágico de foco abdominal, sendo submetido à laparotomia exploradora e cirurgia de controle de danos com empacotamento hepático e peritoneostomia com curativo por pressão negativa. O paciente foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva para estabilização hemodinâmica. Indique a complicação mais grave e de difícil tratamento relacionada à peritoneostomia:
Peritoneostomia → Fístula enteroatmosférica é a complicação mais temida e de difícil manejo.
A fístula enteroatmosférica ocorre pela exposição direta das alças intestinais, dificultando o fechamento abdominal e gerando grandes perdas volêmicas e nutricionais.
A técnica de abdome aberto é vital na cirurgia de controle de danos para prevenir a síndrome compartimental abdominal. No entanto, a fístula enteroatmosférica surge como o 'pesadelo' do cirurgião, pois o efluente entérico corrói tecidos vizinhos e impede a granulação necessária para o fechamento. O manejo exige suporte nutricional agressivo, controle do efluente e, frequentemente, meses de espera até uma reconstrução definitiva.
É uma comunicação anômala entre o lúmen intestinal e o meio externo em um abdome aberto (peritoneostomia), sem interposição de tecidos moles ou pele, o que impede o fechamento espontâneo.
A exposição prolongada das alças ao ar, o ressecamento, a inflamação peritoneal e o trauma mecânico (incluindo trocas de curativos) favorecem a erosão da parede intestinal.
A prevenção envolve o uso de coberturas não aderentes (como o saco de Bogotá ou filmes de silicone), proteção do omento sobre as alças e o fechamento abdominal o mais precoce possível.
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