Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025
Paciente masculino, 78 anos de idade, comparece com história de infecção urinária de repetição há um ano, apresentando, há um mês, pneumatúria e fecalúria. Assinale, dentre as abaixo, a causa mais provável para o quadro do paciente:
Pneumatúria + Fecalúria + ITU repetição em idoso → Fístula Colovesical (Diverticulite).
A presença de pneumatúria (gás na urina) e fecalúria (fezes na urina) é patognomônica de fístula colovesical. Em pacientes idosos, a causa mais comum de fístula colovesical é a diverticulite complicada, que pode levar a infecções urinárias de repetição.
A fístula colovesical é uma comunicação anormal entre o cólon e a bexiga urinária, sendo uma complicação grave que afeta a qualidade de vida do paciente. É um tema relevante na prática clínica e em provas de residência, exigindo um alto índice de suspeita para o diagnóstico precoce e manejo adequado. A etiologia mais comum varia com a idade e fatores de risco. Os sintomas patognomônicos incluem pneumatúria (passagem de gás na urina) e fecalúria (passagem de fezes na urina), frequentemente acompanhados por infecções urinárias de repetição causadas por flora intestinal. Em pacientes idosos, a diverticulite complicada com formação de abscesso e subsequente erosão para a bexiga é a causa mais provável, superando o câncer colorretal e a doença de Crohn em prevalência. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por exames de imagem como a tomografia computadorizada. O tratamento é predominantemente cirúrgico, visando a ressecção do segmento colônico doente e o fechamento da fístula. É crucial que o residente saiba identificar essa condição e suas causas mais frequentes para um manejo eficaz e para evitar complicações como sepse.
Os sintomas mais característicos são pneumatúria (passagem de gás na urina), fecalúria (passagem de fezes na urina) e infecções do trato urinário de repetição, frequentemente por bactérias entéricas.
O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por exames de imagem, como tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste oral e retal, que pode demonstrar a comunicação entre o cólon e a bexiga. Cistoscopia e colonoscopia também podem ser úteis.
O tratamento definitivo geralmente é cirúrgico, envolvendo a ressecção do segmento colônico afetado e o reparo da bexiga. Em alguns casos, pode ser necessária uma colostomia temporária.
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