Fístula Colovesical: Complicação da Diverticulite Aguda

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2020

Enunciado

A figura abaixo ilustra uma tomografia de pelve com contraste endovenoso e evidencia uma complicação frequente dos casos de diverticulite aguda. Trata-se de:

Alternativas

  1. A) Pneumoperitônio - evidenciado por ar no espaço retrovesical.
  2. B) Fístula Vesical - evidenciado por ar no conteúdo intra-vesical.
  3. C) Peritonite Fecal - Grande quantidade de fezes e líquidos no fundo de saco.
  4. D) Osteomielite de trocânteres - evidenciada por rarefação da cortical dos ossos longos.

Pérola Clínica

Diverticulite aguda + ar intra-vesical na TC = Fístula colovesical.

Resumo-Chave

A diverticulite aguda pode levar à formação de fístulas, sendo a fístula colovesical uma complicação comum. A presença de ar dentro da bexiga (pneumatúria) em uma tomografia de pelve é um sinal radiológico característico dessa fístula.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é uma condição inflamatória comum do cólon, e suas complicações podem ser graves. Entre elas, a formação de fístulas é uma das mais desafiadoras, sendo a fístula colovesical (entre o cólon e a bexiga) a mais frequente. A compreensão das manifestações clínicas e radiológicas dessas complicações é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. A epidemiologia mostra que a diverticulite é mais comum em idosos, e a incidência de complicações aumenta com a gravidade e recorrência da doença. A fisiopatologia da fístula colovesical geralmente envolve um processo inflamatório e infeccioso da diverticulite que erode a parede do cólon e da bexiga adjacente, criando uma comunicação anormal. O diagnóstico é frequentemente suspeitado pela história clínica de pneumatúria ou fecalúria e confirmado por exames de imagem. A tomografia computadorizada (TC) de pelve com contraste endovenoso é o método de escolha, evidenciando a presença de ar intra-vesical como o sinal mais patognomônico. Outros exames como cistoscopia e colonoscopia podem ser úteis para avaliar a extensão da fístula e excluir outras patologias. O tratamento da fístula colovesical é predominantemente cirúrgico, envolvendo a ressecção do segmento colônico afetado e o reparo da bexiga. Em alguns casos, pode ser necessária uma ostomia temporária. Para residentes, é essencial estar atento aos sinais e sintomas de fístula em pacientes com histórico de diverticulite, pois o diagnóstico precoce e a intervenção adequada são cruciais para prevenir morbidade significativa e melhorar os resultados do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais radiológicos de uma fístula colovesical na tomografia?

O sinal mais característico é a presença de ar dentro da bexiga (pneumatúria). Outros achados incluem espessamento da parede do cólon adjacente à bexiga, inflamação peridiverticular e, por vezes, o trajeto fistuloso pode ser visualizado diretamente.

Quais são os sintomas clínicos que podem indicar uma fístula colovesical?

Os sintomas incluem pneumatúria (passagem de ar na urina), fecalúria (passagem de fezes na urina), infecções do trato urinário recorrentes e disúria. Pode haver também sintomas de diverticulite persistente.

Qual a importância de identificar uma fístula colovesical em pacientes com diverticulite?

A identificação é crucial para o planejamento do tratamento, que geralmente envolve cirurgia para ressecção do segmento colônico afetado e reparo da bexiga. A não identificação pode levar a infecções urinárias crônicas e piora da qualidade de vida do paciente.

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