HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2020
A figura abaixo ilustra uma tomografia de pelve com contraste endovenoso e evidencia uma complicação frequente dos casos de diverticulite aguda. Trata-se de:
Diverticulite aguda + ar intra-vesical na TC = Fístula colovesical.
A diverticulite aguda pode levar à formação de fístulas, sendo a fístula colovesical uma complicação comum. A presença de ar dentro da bexiga (pneumatúria) em uma tomografia de pelve é um sinal radiológico característico dessa fístula.
A diverticulite aguda é uma condição inflamatória comum do cólon, e suas complicações podem ser graves. Entre elas, a formação de fístulas é uma das mais desafiadoras, sendo a fístula colovesical (entre o cólon e a bexiga) a mais frequente. A compreensão das manifestações clínicas e radiológicas dessas complicações é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. A epidemiologia mostra que a diverticulite é mais comum em idosos, e a incidência de complicações aumenta com a gravidade e recorrência da doença. A fisiopatologia da fístula colovesical geralmente envolve um processo inflamatório e infeccioso da diverticulite que erode a parede do cólon e da bexiga adjacente, criando uma comunicação anormal. O diagnóstico é frequentemente suspeitado pela história clínica de pneumatúria ou fecalúria e confirmado por exames de imagem. A tomografia computadorizada (TC) de pelve com contraste endovenoso é o método de escolha, evidenciando a presença de ar intra-vesical como o sinal mais patognomônico. Outros exames como cistoscopia e colonoscopia podem ser úteis para avaliar a extensão da fístula e excluir outras patologias. O tratamento da fístula colovesical é predominantemente cirúrgico, envolvendo a ressecção do segmento colônico afetado e o reparo da bexiga. Em alguns casos, pode ser necessária uma ostomia temporária. Para residentes, é essencial estar atento aos sinais e sintomas de fístula em pacientes com histórico de diverticulite, pois o diagnóstico precoce e a intervenção adequada são cruciais para prevenir morbidade significativa e melhorar os resultados do paciente.
O sinal mais característico é a presença de ar dentro da bexiga (pneumatúria). Outros achados incluem espessamento da parede do cólon adjacente à bexiga, inflamação peridiverticular e, por vezes, o trajeto fistuloso pode ser visualizado diretamente.
Os sintomas incluem pneumatúria (passagem de ar na urina), fecalúria (passagem de fezes na urina), infecções do trato urinário recorrentes e disúria. Pode haver também sintomas de diverticulite persistente.
A identificação é crucial para o planejamento do tratamento, que geralmente envolve cirurgia para ressecção do segmento colônico afetado e reparo da bexiga. A não identificação pode levar a infecções urinárias crônicas e piora da qualidade de vida do paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo