Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020
Uma mulher de 55 anos procura atendimento médico referindo dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, febre e náuseas há 7 dias. No dia do atendimento, observou urina mais escura, disúria e pneumatúria. Relata também diversos episódios prévios de dor nessa topografia, além de duas infecções urinárias tratadas recentemente, e hábito intestinal irregular. No exame clínico, encontra-se em bom estado geral, corada, hidratada, com sinais vitais normais, abdome doloroso em fossa ilíaca esquerda, sem massas palpáveis ou sinais de irritação peritoneal. Nessas condições, qual a hipótese diagnóstica e que procedimento deve ser indicado?
Dor FIE + ITU recorrente + pneumatúria/fecalúria → Fístula colovesical por doença diverticular. TC é o exame de escolha.
A pneumatúria (presença de ar na urina) e infecções urinárias recorrentes em pacientes com histórico de doença diverticular e dor em fossa ilíaca esquerda são altamente sugestivas de fístula colovesical. A tomografia computadorizada é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da doença.
A fístula colovesical é uma comunicação anormal entre o cólon e a bexiga urinária, sendo a complicação mais comum da doença diverticular complicada. É mais frequente em homens, mas pode ocorrer em mulheres, especialmente após histerectomia. O reconhecimento precoce é crucial para evitar morbidade significativa e melhorar os desfechos do paciente. A fisiopatologia geralmente envolve um processo inflamatório crônico ou agudo (diverticulite) que leva à formação de um abscesso pericólico que, ao se romper, cria um trajeto fistuloso para a bexiga. Os sintomas clássicos incluem pneumatúria (passagem de ar na urina), fecalúria (passagem de fezes na urina) e infecções urinárias recorrentes e refratárias. Dor abdominal em fossa ilíaca esquerda e disúria também são achados comuns. O diagnóstico é fortemente sugerido pela história clínica e confirmado pela tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste, que pode visualizar o trajeto fistuloso e a doença diverticular subjacente. A colonoscopia pode ser útil para excluir malignidade. O tratamento definitivo é cirúrgico, envolvendo a ressecção do segmento colônico afetado e o fechamento da fístula vesical, com ou sem cistectomia parcial. O manejo pré-operatório inclui antibioticoterapia e estabilização do paciente.
Os sintomas incluem pneumatúria (passagem de ar na urina), fecalúria (passagem de fezes na urina), infecções urinárias recorrentes e sintomas de diverticulite, como dor abdominal em fossa ilíaca esquerda e febre. A disúria e a urina turva também são comuns.
A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste é o exame de imagem de escolha, pois pode identificar a fístula, a doença diverticular subjacente, abscessos e outras complicações, além de avaliar a extensão da inflamação.
A principal causa de fístula colovesical é a doença diverticular complicada, especialmente após episódios de diverticulite aguda que levam à formação de um abscesso que erode para a bexiga. Outras causas incluem câncer colorretal e doença de Crohn.
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