FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Com relação às complicações pós-operatórias que podem ocorrer após anastomoses intestinais ou quadros inflamatórios agudos, a etiologia mais frequente da fístula colovesical é:
Fístula colovesical → etiologia mais comum é diverticulite aguda.
A fístula colovesical é uma comunicação anormal entre o cólon e a bexiga. Embora possa ter diversas causas, a diverticulite aguda complicada, especialmente a diverticulite sigmoide, é a etiologia mais frequente devido à inflamação e necrose que podem levar à erosão da parede intestinal e formação de fístula para órgãos adjacentes.
A fístula colovesical representa uma comunicação anormal entre o cólon e a bexiga urinária, sendo uma complicação significativa que pode surgir de processos inflamatórios, neoplásicos, traumáticos ou iatrogênicos. Sua importância clínica reside na morbidade associada, incluindo infecções urinárias recorrentes e sintomas irritativos vesicais. A etiologia mais comum da fístula colovesical é a diverticulite aguda complicada, especialmente a que afeta o cólon sigmoide. A inflamação e a formação de abscessos pericólicos podem levar à adesão do cólon à bexiga e, subsequentemente, à erosão das paredes de ambos os órgãos, formando o trajeto fistuloso. Outras causas incluem câncer colorretal, doença de Crohn e radioterapia pélvica. O diagnóstico é suspeitado pela tríade clássica de pneumatúria, fecalúria e infecções urinárias de repetição. Exames como tomografia computadorizada de abdome e pelve, cistoscopia e colonoscopia são úteis para confirmar o diagnóstico e identificar a etiologia. O tratamento definitivo geralmente é cirúrgico, envolvendo a ressecção do segmento colônico afetado e o reparo da bexiga.
Os sintomas incluem pneumatúria (passagem de gás na urina), fecalúria (passagem de fezes na urina), infecções do trato urinário recorrentes e disúria.
A inflamação e o abscesso pericólico na diverticulite aguda podem erodir a parede do cólon e da bexiga adjacente, criando um trajeto fistuloso entre os dois órgãos.
O tratamento geralmente envolve ressecção do segmento colônico afetado e reparo da bexiga, muitas vezes com uma colostomia temporária para desviar o fluxo fecal e permitir a cicatrização.
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