HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Assinale a alternativa que responde CORRETAMENTE à pergunta abaixo. Qual a víscera oca mais comum na formação da fístula colistoentérica?
Fístula colecistoentérica → duodeno é a víscera oca mais comum envolvida.
A fístula colecistoentérica é uma complicação rara da colecistite aguda crônica, onde a inflamação e necrose da parede da vesícula biliar levam à erosão e comunicação com uma víscera adjacente. O duodeno é o local mais comum devido à sua proximidade anatômica com a vesícula biliar.
A fístula colecistoentérica é uma complicação infrequente, mas potencialmente grave, da colecistite aguda ou crônica. Ela representa uma comunicação anômala entre a vesícula biliar e o trato gastrointestinal, sendo o duodeno a víscera oca mais comumente afetada devido à sua íntima relação anatômica com a vesícula. O reconhecimento dessa condição é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. A fisiopatologia envolve um processo inflamatório crônico da vesícula biliar que leva à adesão e posterior erosão da parede da vesícula e da víscera adjacente, formando um trajeto fistuloso. Embora a fístula possa se formar com outras partes do intestino, como o cólon ou o estômago, o duodeno é o sítio predominante. A suspeita clínica surge em pacientes com história de colelitíase e sintomas de obstrução intestinal, especialmente se houver passagem de ar para as vias biliares (aerobilia) ou migração de cálculo biliar para o intestino (íleo biliar). O tratamento da fístula colecistoentérica é predominantemente cirúrgico, visando à colecistectomia, fechamento da fístula e, se presente, remoção do cálculo obstrutivo. O prognóstico depende da detecção precoce e da ausência de complicações como o íleo biliar. Para residentes, é fundamental compreender a anatomia e a fisiopatologia envolvidas para um diagnóstico diferencial preciso e uma conduta terapêutica eficaz.
É uma comunicação anormal entre a vesícula biliar e o trato gastrointestinal, geralmente causada pela inflamação crônica da colecistite que leva à erosão da parede da vesícula e de uma víscera adjacente.
O duodeno é a víscera oca mais comumente envolvida na formação da fístula colecistoentérica devido à sua proximidade anatômica com a vesícula biliar.
A fístula colecistoentérica pode permitir a passagem de um cálculo biliar grande para o intestino, que pode migrar e causar obstrução intestinal, conhecida como íleo biliar, mais frequentemente no íleo terminal.
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