CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2021
Em relação ao quadro apresentado, assinale a alternativa correta.
Proptose + Quemose + Trauma → Investigar Fístula Carótido-Cavernosa.
O trauma cranioencefálico é uma causa importante de fístulas carótido-cavernosas diretas, que se manifestam com proptose, quemose e sopro orbital devido à comunicação arterial-venosa de alto débito.
As patologias vasculares e tumorais da órbita frequentemente se sobrepõem em termos de sinais clínicos. A fístula carótido-cavernosa direta (Tipo A de Barrow) é uma emergência neuro-oftalmológica onde o fluxo arterial de alta pressão da carótida interna drena diretamente para o seio cavernoso, causando congestão venosa severa e risco de perda visual por glaucoma secundário ou neuropatia óptica isquêmica. Por outro lado, o espessamento da musculatura extraocular mencionado em diagnósticos diferenciais pode sugerir Oftalmopatia de Graves (doença tireoidiana), mas no contexto de trauma, a etiologia vascular é soberana. O manejo das FCCs geralmente envolve procedimentos endovasculares para oclusão da fístula com molas (coils) ou balões.
As fístulas carótido-cavernosas (FCC) diretas são frequentemente causadas por traumatismo cranioencefálico (TCE) penetrante ou fechado, que rompe a parede da artéria carótida interna dentro do seio cavernoso. Isso cria um shunt de alta pressão que inverte o fluxo das veias oftálmicas, levando a uma tríade clássica de proptose pulsátil, quemose conjuntival (vasos em 'cabeça de medusa') e sopro audível na órbita.
O sinal do 'trilho de trem' é observado na tomografia computadorizada ou ressonância magnética e refere-se ao realce periférico da bainha do nervo óptico espessada, contrastando com o centro radiolúcido (o próprio nervo óptico). Este sinal é característico do meningioma da bainha do nervo óptico, e não de fístulas ou traumas vasculares, sendo essencial para o diagnóstico diferencial de tumores orbitais.
Embora ambas possam apresentar proptose e quemose, a FCC pós-traumática geralmente não apresenta febre ou leucocitose. A presença de vasos epiesclerais em 'saca-rolhas', aumento da pressão intraocular e um sopro orbital audível com o estetoscópio direcionam o diagnóstico para FCC. A confirmação é feita por angiotomografia ou, preferencialmente, angiografia digital por subtração.
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