HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
Paciente vítima de ferimento penetrante em tórax por arma branca, após 48h do atendimento inicial e da drenagem de tórax, permanece com grande escape de débito aéreo pelo dreno. Mantém-se estável hemodinamicamente. A PRINCIPAL hipótese diagnóstica é:
Trauma torácico + escape aéreo persistente >48h pós-drenagem → suspeitar fístula brônquica.
Em um paciente com ferimento penetrante em tórax e grande escape de débito aéreo persistente pelo dreno após 48 horas, a principal hipótese diagnóstica é uma fístula brônquica, indicando uma lesão na árvore brônquica que impede a reexpansão pulmonar completa.
Ferimentos penetrantes em tórax são emergências médicas que podem levar a diversas complicações, incluindo pneumotórax, hemotórax e lesões de estruturas intratorácicas. A drenagem de tórax é o tratamento inicial padrão para pneumotórax e hemotórax. No entanto, a persistência de um grande escape de débito aéreo pelo dreno por mais de 48 horas, em um paciente hemodinamicamente estável, sugere uma complicação mais específica. Nesse cenário, a principal hipótese diagnóstica é uma fístula broncopleural, que ocorre quando há uma comunicação anormal entre a árvore brônquica e o espaço pleural. Essa fístula pode ser resultado de uma lesão direta do brônquio por trauma penetrante, ou, menos comumente, por trauma contuso. A persistência do escape aéreo impede a reexpansão pulmonar completa e aumenta o risco de infecções. O manejo de uma fístula broncopleural envolve a otimização da drenagem torácica, que pode incluir a aplicação de sucção controlada. A confirmação diagnóstica pode ser feita por broncoscopia, que permite visualizar a lesão brônquica, ou por exames de imagem como a tomografia computadorizada. O tratamento definitivo muitas vezes requer intervenção cirúrgica para reparo da lesão brônquica, especialmente em casos de fístulas de alto débito ou que não fecham espontaneamente.
Um escape aéreo é considerado persistente quando continua por mais de 48 a 72 horas após a inserção de um dreno torácico, mesmo com o pulmão reexpandido ou em tentativa de reexpansão.
As principais causas incluem lesões diretas da árvore brônquica por ferimentos penetrantes, ruptura brônquica por trauma contuso de alta energia ou necrose de um brônquio após isquemia ou infecção.
A conduta inicial envolve otimização da drenagem torácica, avaliação da extensão da lesão (geralmente por broncoscopia ou tomografia) e, em muitos casos, intervenção cirúrgica para reparo da fístula, especialmente se o escape for de alto débito.
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