INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Homem, 25 anos, vítima de lesão penetrante em coxa esquerda por projétil de arma de fogo, é levado ao setor de emergência com: palidez, edema e dor em perna esquerda; ausência de pulsos poplíteo e distais neste membro, com frêmito palpável em face medial de coxa. A hipótese diagnóstica mais provável é:
Lesão penetrante + frêmito palpável + ausência de pulsos distais + edema = Fístula Arteriovenosa Traumática.
A presença de frêmito palpável em uma lesão penetrante, juntamente com sinais de isquemia distal (ausência de pulsos) e edema, é altamente sugestiva de uma fístula arteriovenosa traumática. O frêmito indica a comunicação anormal entre artéria e veia.
Lesões penetrantes em membros podem causar uma variedade de complicações vasculares, sendo a fístula arteriovenosa traumática uma delas. Uma fístula arteriovenosa (FAV) é uma comunicação anormal entre uma artéria e uma veia, que pode ser congênita ou adquirida. No contexto de trauma penetrante, ela ocorre quando há lesão concomitante de uma artéria e uma veia adjacentes, resultando em um desvio de sangue arterial de alta pressão diretamente para o sistema venoso de baixa pressão. Clinicamente, a FAV traumática se manifesta com sinais como frêmito palpável e sopro contínuo no local da lesão, devido ao fluxo turbulento. A ausência de pulsos distais e o edema na perna esquerda, juntamente com a palidez, sugerem um comprometimento do fluxo sanguíneo distal e um aumento da pressão venosa, características da FAV. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como a ultrassonografia Doppler ou, idealmente, a angiografia, que permite a visualização precisa da fístula e o planejamento da correção cirúrgica ou endovascular. O tratamento é essencial para prevenir complicações como isquemia distal, insuficiência cardíaca de alto débito (em fístulas grandes e crônicas) e aneurismas venosos.
Os sinais clássicos incluem a presença de frêmito e sopro contínuo sobre o local da lesão, ausência ou diminuição de pulsos distais, edema e dor no membro afetado, e sinais de insuficiência cardíaca de alto débito em casos crônicos.
Um pseudoaneurisma é uma coleção de sangue contida por tecidos perivasculares após uma lesão arterial, enquanto a fístula arteriovenosa é uma comunicação direta entre uma artéria e uma veia, sem interposição de um saco aneurismático, com fluxos e pressões distintas.
A angiografia é o padrão-ouro para o diagnóstico, permitindo a visualização direta da comunicação arteriovenosa e o planejamento do tratamento. A ultrassonografia Doppler também é útil como método inicial de triagem e avaliação.
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